“Every Nigger Is a Star”

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É com esse título sugestivo que começo esta nota. Hoje é o dia em que se comemora o ORGULHO LBTQI+. A data oficial em que tudo começou é o dia 28 de julho de 1969. 50 anos depois, cá estamos nós debatendo sobre direitos que ainda não foram conquistados e ao mesmo tempo, celebrando aqueles que foram alcançados.

O portal Gaúchazh entrevistou cinco mulheres que são ativistas LGBTQI+ sobre os direitos conquistados e o que ainda é preciso ser feito para que se possa conseguir ainda mais avanços para a comunidade. Mas, em especial para este dia – e para todos os outros – venho aqui para recomendar um filme que eu particularmente considero sensacional; um dos melhores dramas já feitos: Moonlight: sob a luz do luar (2016) sob direção de Barry Jenkins.


Juan conversa com Chiron enquanto o ensina a nadar – Foto: Divulgação

O filme acompanha a vida de Chiron, “Black” (na vida adulta interpretado por Trevante Rhodes) durante as três fases de sua vida nomeadas como: I. Pequeno, II. Chiron e III. Black. Durante a infância e adolescência, Chiron cresce em um bairro de Miami dominado pelo tráfico de drogas e a violência. Chiron é afro-americano, gay e filho de uma viciada em drogas. Ele cresce contando com a ajuda dos conselhos inspiradores de um traficante, Juan (interpretado por Mahershala Ali).

O filme é extremamente marcante e aborda o quanto a sociedade pode ser dura conosco, principalmente quando o assunto é a homossexualidade, mostrando que isso é ainda mais acentuado pelo fator da cor da pele, o que torna a exclusão dupla. 

Uma das cenas tocantes do filme, traz Juan em uma conversa com Chiron após ensiná-lo a nadar. Juan lhe diz: “Existem negros em todos os lugares, nunca se esqueça disso”. A relação de amizade e cumplicidade entre os dois é emocionante. Além disso, retomando o título dessa nota, o filme começa com a música de Boris Gardner, de mesmo nome “Every Nigger Is a Star” que é traduzida como “todo/cada crioulo é uma estrela”. 

“Ei garoto, você por aí correndo com essa luz da lua, do luar. Garotos negros ficam azuis, você é azul. Então vou te chamar assim: AZUL!”

Para finalizar, o filme encontra-se disponível na Netflix e é possível encontrá-lo no YouTube também.

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Maysa Lima

Sul mato-grossense, graduada em Ciências Sociais. Em busca de um mestrado que modifique ainda mais o meu modo de pensar e agir. Estudante do cenário religioso e político – principalmente ao que tange as Redes Sociais. Sonhadora e amante do universo.

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