Designer africana Anifa Mvuemba inova criando desfile de moda 3D em meio à pandemia

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Designer africana Anifa Mvuemba

Um dos setores mais impactados pela pandemia do novo coronavírus é o da moda. Na última semana, com a impossibilidade de realizar desfiles, a designer congolesa Anifa Mvuemba inovou lançando a sua mais nova coleção com modelos 3D: The Pink Label Congo, da marca Hanifa, por meio de uma transmissão ao vivo no Instagram.

Antes de apresentar a coleção, de forma ativista, a designer contextualizou a situação social do Congo e denunciou a mineração ilegal que acontece em algumas regiões do país, atingindo negativamente vários congoleses.

Considerando que a moda africana é eclética, Mvuemba adotou cortes e estampas ousadas e vibrantes. Algumas roupas trazem inclusive as cores da bandeira do seu país de origem. 

Modelo criado pela estilista

“Crivada de uma história dolorosa, a beleza do Congo é muitas vezes inexplorada e negligenciada. A gentileza, beleza, história, equilíbrio, majestade, força, poder e esperança do espírito congolês inspiraram esta coleção. Ao criar cada peça, lembrei-me das histórias que minha mãe me contou sobre as mulheres que conhecia no Congo. As mulheres que sofreram grandes perdas, mas ainda assim, reuniram todas as forças todos os dias para aparecer. Minha esperança é que esta coleção inspire todas as mulheres a permanecerem altas em seu poder e, como a República Democrática do Congo, a usar sua história, seja ela bonita ou dolorosa – para redesenhar seu futuro. Meu país, a terra do Congo, está madura com uma abundância de recursos naturais – o maior dos quais é seu povo – suas mulheres.”, diz a apresentação da coleção no site da Hanifa.

A designer usa maquetes 3D há algum tempo, entretanto, a produção de uma coleção inteira nesse formato é inédita. The Pink Label Congo está sendo repercutida pela sua criatividade e beleza em todas as redes sociais, chegando a vários lugares do mundo.

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Samily Loures

Baiana em terras capixabas, é formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo). Com atuação em publicidade social e pesquisa em Identidade Negra, acredita que a comunicação pode ser instrumento de mudanças sociais. Apesar de militante e sagitariana, consegue levar a vida com serenidade. E deboche.

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