Líder de grupo de extrema direita dos EUA é preso por queimar bandeira do Black Lives Matter

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Enrique Tarrio, líder do grupo de extrema direita Proud Boys, foi preso em Washington, nos EUA, acusado de ter colocado fogo em uma bandeira do movimento antirracista, Black Lives Matter.

De acordo com a reportagem publicada pela BBC, a polícia local revelou que o homem teria assumido ter queimado um banner que ele retirou de uma igreja, no mês passado durante as manifestações que aconteceram após a fala, sem provas feitas, do presidente Donald Trump sobre uma possível fraude nas eleições norte-americanas.

Enrique Tarrio, presidente do grupo “End Domestic Terrorism”, ligado ao “Proud Boys”, veste camisa polo que virou símbolo dos extremistas de direita nos EUA. AP – Noah Berger

Tarrio é acusado de destruição de propriedade por contravenção. Antes da prisão, ele publicou em suas redes sociais que mais protestos devem acontecer antes do presidente eleito, Joe Biden, tomar posse em 20 de janeiro.

A igreja vítima do ataque de vandalismo informou em comunicado oficial que deseja que os envolvidos pelas ações sejam devidamente responsabilizados.

“As igrejas negras e outras instituições religiosas têm uma longa e horrível história de serem alvos de supremacia branca em ataques racistas e violentos com o objetivo de intimidar e criar medo” informou a chefe do Comitê de Advogados para Direitos Civis, Kristen Clarke.

Quem são os “proud boys”?

Os “Proud Boys”, segundo o jornal francês Le Figaro, cultuam um ideal de força, em grande parte impregnado de misoginia e racismo. O grupo defende o porte de arma de fogo, a violência, o “empreendedorismo” e a “dona de casa”, enquanto se opõe ao “politicamente correto” e à imigração.

Muitos “proud boys” podem ser reconhecidos pelas camisas polo da marca Fred Perry, na cor preta, com detalhes amarelos. A grife já chegou a pedir que o grupo deixe de usar seus produtos. Em setembro de 2020, Fred Perry anunciou que estava parando de vender suas camisas polo nos Estados Unidos e no Canadá.

A organização estaria por trás da recente escalada de violência em comícios políticos realizados em universidades e em cidades como Charlottesville, Virginia, Portland, Oregon e Seattle, Washington”.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e com especialização em audiovisual pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, assessora de imprensa e idealizadora do portal Notícia Preta, um site de jornalismo colaborativo. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

2 Comments

  • Charles Henry

    (14/01/2021 - 10:49)

    Proud Boys was founded by Gavin McInnes, a Canadian far-right activist. The group split up after Gavin McInnis moved permanently to the US. Canada is considering to add Proud Boys to the terrorists list and ban the group from the country. Canada is as racist as the US, but with less news coverage.

  • Marcílio Leão

    (07/02/2021 - 14:17)

    BLM is a Very, Very, extreme left!. They are idiots and satanista group

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