Ella Jones é a primeira prefeita negra de Ferguson, em Missouri, nos EUA

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Nesta terça-feira (02), Ella Jones se tornou a primeira mulher e a primeira mulher negra eleita prefeita de Ferguson, em Missouri, nos Estados Unidos. A vitíria de Ella Jones acontece quase seis anos depois que a cidade explodiu em protestos após um policial branco atirar e matar Michael Brown, um adolescente negro.

 Jones, que era vereadora do Conselho da Cidade de Ferguson desde 2015, obteve 54% dos votos e Heather Robinett, sua oponente, 46%. A nova prefeita vai suceder James Knowles III, prefeito desde 2011 e que não pode concorrer à reeleição por causa do limite de mandatos. Nas eleições de 2017, Jones pedeu para Knowles.

“Eu tenho muito trabalho a fazer. Porque quando você é uma mulher negra, é exigido mais de você do que da minha concorrente ” disse Jones após sua vitória, em um vídeo publicado pelo jornalista Jason Rosenbaum, da Rádio Pública de St. Louis.

Tanto Jones, de 65 anos, quanto Robinett, de 49 anos, prometeram continuar as mudanças promulgadas após o caso de Brown, em 2014, incluindo um acordo juridicamente vinculante de reformas na polícia. As duas disseram apoiar os protestos pacíficos após o assassinato de Floyd em Minneapolis.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e com especialização em audiovisual pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, assessora de imprensa e idealizadora do portal Notícia Preta, um site de jornalismo colaborativo. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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