Desenho infantil racista é retirado do ar, pois a maldição da princesa branca era ser negra

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Na animação infantil, Dina “perde sua beleza”, transformando-se em uma mulher negra. Vídeo saiu do ar (Foto: Reprodução/Twitter)

No desenho Dina and the prince story (“A história de Dina e o príncipe”, em tradução livre), a personagem que dá nome a animação é um anjo que se apaixona por um príncipe. Nessa condição, ela não consegue conversar com o príncipe e ao perceber a tristeza de seu amado Dina decide abrir mão de sua beleza e, em troca, ganha a habilidade de poder conversar com ele. Então, ela, que é branca com cabelos castanhos, se transforma em uma mulher negra, com cabelos cacheados.  Depois da mudança, Dina fala para o príncipe: “Eu não podia mais suportar sua dor e agora sou feia”.

O vídeo foi publicado no canal My Pingu TV, com mais de 700 mil inscritos no Youtube, teve mais de 400 mil visualizações em menos de uma semana, mas já foi retirado do ar. As reclamações dos internautas foram fundamentais para a exclusão do desenho: “Isso é tão perturbardor! Imagine estar em 2019 e ainda tentar perpetuar o estereótipo de que mulheres negras ou com tons de pele mais escuros são feias e indesejáveis”, escreveu um internauta. “Este vídeo é extremamente racista e o fato de que um monte de crianças está assistindo isso faz meu sangue ferver”, postou outro, nos comentários.

Por e-mail, o Youtube diz que não comenta casos específicos e que, em linhas gerais, todo o conteúdo deve subir as diretrizes da comunidade, que afirma. “Nossos produtos são plataformas para a livre expressão. No entanto, não aceitamos conteúdo que promova ou apoie violência contra indivíduos ou grupos com base em raça ou origem étnica, religião, deficiência, gênero, idade, nacionalidade, status de veterano ou orientação sexual/identidade de gênero, ou cujo intuito principal seja incitar o ódio com base nessas características. Isso pode ser difícil de determinar, mas se o intuito principal for atacar um grupo protegido, significa que o conteúdo extrapola o limite”. 

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