Primeira cervejaria negra do Brasil sofre ataques racistas nas redes sociais

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A cervejaria sofreu Vários ataques durante a semana – Foto: Redes Sociais

A cervejaria Implicantes, que estampa questões raciais em seus rótulos, sofreu vários ataques racistas na última semana, após o anúncio de um financiamento coletivo na página oficial da empresa no Facebook. 

O objetivo da ação era de divulgar a campanha de arrecadação de recursos, no entanto a publicação ganhou de comentários irônicos e racistas. Na publicação, que alcançou um grande engajamento no Facebook, era possível encontrar comentários despejando ódio e crimes de injúria racial. Entre eles, as frases “vou comprar, mas se vier furada igual a Marielle eu não aceito”, “tem uma coisa que eu odeio e começa com ‘pre’ e termina com ‘to’”, além de outros que visavam o ataque à marca e sua relação com a etnia negra do Brasil. 

Em conversa com o Notícia Preta, um dos sócios e responsável pelas vendas e entregas de logística da Implicantes, Thiago Dias explicou que a situação aumentou o quadro de transtornos que estão impactando na sua rotina e na da fábrica, que já passava por um estado crítico e de risco de falência em razão da pandemia. “A situação atual de pandemia no país fez a fábrica precisar recorrer ao apoio do seu público e simpatizantes, lançando o projeto de vaquinha virtual para manter as atividades em dia, mas tivemos esse triste retorno”, lamentou.  . 

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Ariel Freitas

Jornalista, escritor, rapper e ativista. Criado nos becos estreitos da Vila Estrutural e pelas esquinas do Morro Santana, ambos localizados na zona norte de Porto Alegre. Aos 16 anos, Ariel Freitas era campeão de freestyle na maior batalha do estado do Rio Grande do Sul, a famosa Batalha do Mercado. Atualmente, Ariel Freitas escreve sobre os impactos do racismo na Capital da desigualdade racial. Uma Porto nem tão Alegre assim.

1 Comment

  • Joaquim Schwarz

    (26/07/2020 - 09:22)

    Pra quem acha que a cerveja é culturalmente Nórdica. Errou feio!
    Seu primeiro registro começou há cerca de 5000 anos na Mesopotâmia, e em seguida bastante difundida do Egito
    Até chegar na Europa, foi muito chão até lá!

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