Dree Beatmaker: da baixada para o mundo

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Cria da baixada fluminense, o Dree Beatmaker começou a tocar aos dez anos de idade, incentivado pelo pai, também DJ.  Mais tarde, interessou-se pela produção musical. Aos 15 anos, Dree conheceu o mundo do Rap, Ritmo e Poesia.

“Os meninos da minha área queriam cantar rap, estava na febre de Conecrew Diretoria (grupo de rap carioca) e me pediram para produzir o rap deles. Eu já produzia música eletrônica, então pensei que seria muito fácil, porém estava redondamente enganado! Fazer Rap é muito mais difícil do que eu imaginava, mas foi um grande aprendizado para mim”, conta o artista.

Foi através do Rap que recebeu o convite para integrar o coletivo de skatistas e produtores de eventos Ademafia, onde participou de um documentário sobre o Rap e o Funk no Brasil. Ele explica que a participação no documentário deu início a sua carreira internacional. “Os Finlandeses vieram para o Brasil gravar este documentário e fui convidado a participar de uma sessão com eles, fiz um beat chamado ‘Nunca tenha medo’ e fez muito sucesso na Finlândia. Depois dessa experiência, comecei a produzir mais músicas, baseado naquela produção e fui convidado para ir à Finlândia, depois toquei na Alemanha.”

Fazer o que eu faço, é ter um propósito maior na vida de cada pessoa que ama música, é poder transcender minha criatividade e transformar meus sentimentos em batidas rítmicas”

Dree Beatmaker

Aos 23 anos, o músico colecionar shows internacionais e parcerias com grandes nomes da música, como a rapper e cantora britânica IAMDDB. Dree também tem um perfil no spotify, com mais de 17.3 mil streams, e no Soundcloud, com 1,5 milhões. Atualmente, prepara o novo álbum, que será lançado em março.

Ele revela que um dos seus objetivos é se tornar referência para as crianças da periferia. “Fazer o que eu faço, é ter um propósito maior na vida de cada pessoa que ama música, é poder transcender minha criatividade e transformar meus sentimentos em batidas rítmicas. É tocar a vida de quem me segue e me tem como referência, mas principalmente é poder mostrar para molecada de onde eu vim que é possível sim ser o que quisermos ser na vida”, salienta Dree.

Quando questionado sobre o racismo na indústria musical, responde: “Sempre há uma nova forma do sistema tentar te puxar para trás e você tem que aprender dia após dia a lidar com cada uma dessas formas”.

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Louise Freire

Jornalista e apaixonada por livros. Concluiu sua graduação em 2016 e no mesmo ano estagiou em uma revista. Participou da produção de um programa da TV Brasil e trabalhou como produtora audiovisual.

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