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Sem máscara, Bolsonaro promove aglomeração e diz que “estamos praticamente vencendo a pandemia”, em evento na Bahia

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A Bahia registra 5.818 mil mortes e 277.327 mil casos de Covid-19

Bolsonaro pegou criança no colo e promoveu aglomeração. Foto: Carlos Augusto/TV Oeste

A Bahia já registrou 277.327 mil casos de infectados pelo novo coronavírus e 5.818 óbitos, segundo o Boletim Informativo Coronavírus (COVID-19). Ainda assim, o presidente Jair Messias Bolsonaro insiste em não usar máscara e promover aglomerações, como aconteceu nesta sexta-feira (11), em Barreiras, no oeste da Bahia, onde passou para assinar um termo de compromisso e parceria para construção de um trecho de 18 km da ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL) com prazo de dois anos e custo de R$ 115 milhões.

O Brasil já chega a 129.667 mil mortos, segundo o último boletim nacional divulgado nesta quinta-feira (10), mas Bolsonaro afirma que o país passou bem pela crise devido as ações do governo.

“Estamos praticamente vencendo a pandemia, o governo fez tudo para que os efeitos negativos da mesma fossem minimizados. Quer seja com auxilio emergencial, que atingiu 65 milhões de pessoas, quer seja auxílio a micro e pequenas empresas, com crédito. Ou seja, investindo também massivamente meios e recursos para que governadores e prefeitos não faltassem na saúde para atender os infectados”, afirmou o presidente.

Barreiras contabiliza 10.488 casos notificados, sendo 4.038 confirmados e 66 óbitos. O prefeito da cidade com 155.439 mil habitantes, Zito Barbosa, 60 anos, foi diagnosticado com a Covid-19 e está internado no Hospital Central, no centro da cidade. De Barreiras, o presidente foi de helicóptero para São Desidério, onde houve a cerimônia para parceria entre a Construtora Engenharia, Construções e Ferrovias S/A (Valec) e o Exército Brasileiro. Na Bahia o uso de máscara é obrigatório em 385 municípios, inclusive os visitados pelo presidente Bolsonaro.

O governo da Bahia não disponibiliza o número de mortos com estatística de raça, no entanto registros e pesquisas em outros estados aponta que negros são maioria entre as vítimas da Covid-19.

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