Rio de Janeiro elege apenas 4 mulheres autodeclaradas negras

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Thais Ferrreia (Psol)

Das 51 cadeiras da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, apenas 11serão ocupadas por eleitos que declararam ser negros (pretos ou pardos), a partir de janeiro de 2021. Destes, apenas 4 são mulheres.

Ou seja, o percentual de vereadores negros eleitos na cidade maravilhosa é de 21,5%, número abaixo do percentual de negros e negras na capital. De Cerca acordo com última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada em 2019 pelo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 46% da população da cidade é negra.

As mulheres representarão, entretanto, 19% da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Um aumento de 43% em relação às eleições de 2016. Foram eleitas dez vereadoras, nas eleições anteriores foram sete. Até então, elas eram 14% da casa.

Com quase 25 mil votos, Tainá de Paula (PT) é a mulher negra mais votada do Rio. A futura vereadora agradeceu aos seus eleitores pelo Instagram:

Confira quem são os eleitos que se declaram negros (as):

Gabriel Monteiro (PSD) Jones Moura (PSD) Rocal (PSD) Tainá de Paula (PT) Márcio Santos de Araújo (PTB) João Mendes de Jesus (Republicanos) Tânia Bastos (Republicanos) Zico (Republicanos) Laura Carneiro (DEM) Thais Ferreira (PSOL) Waldir Brazão (Avante)

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e com especialização em audiovisual pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, assessora de imprensa e idealizadora do portal Notícia Preta, um site de jornalismo colaborativo. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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