Futebol brasileiro registra 14 denúncias de racismo neste ano

De acordo com o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, já foram registrados 14 casos de racismo no futebol brasileiro este ano. O estudo apontou que 12 desses casos foram registrados nos estádios e outros dois na Internet.

Observatório da Discriminação Racial no Futebol criado em 2014 monitora e publica relatórios sobre casos de racismo e injúria racial no futebol brasileiro – ou com brasileiros no exterior.

2014 – 20 casos (primeiro ano do levantamento);
2015 -35 casos (crescimento de 75,00% com relação a 2014);
2016 – 25 casos (diminuição de -28,57% com relação a 2015);
2017- 43 casos (crescimento de 72% com relação a 2016);
2018 – 53 casos (crescimento de 23,26% com relação a 2017).

Além dos números alarmantes e o histórico nada favorável ao combate do racismo no futebol brasileiro, outros dois novos casos chamaram a atenção recentemente: os dois a vítima sendo xingada pelos torcedores rivais de ”macaco”.

O primeiro caso foi no jogo entre Juventude e Botafogo, em Caxias do Sul, pela Copa do Brasil. Na ocasião, um torcedor do time mandante ofendeu racialmente o volante Gustavo Bochecha, jogador do alvinegro carioca, ao chamá-lo de “macaco”.

O atacante colombiano, Yony Gonzáles também foi vítima de racismo

Outro caso racista foi registrado também no Rio Grande do Sul. Dessa vez, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, entre Grêmio e Fluminense. O atacante colombiano, Yony Gonzáles, recebeu xingamentos racistas por parte da torcida gremista após a comemoração do gol da vitória de seu time. Depois da partida, uma câmera no estádio do tricolor gaúcho captou o grito de um torcedor com o dizer “macaco” em direção ao atleta estrangeiro.

Os dois casos aconteceram no Rio Grande do Sul, porém, não são isolados. De acordo com o levantamento do Observatório, as denúncias de racismo em solo gaúcho são as mais recorrentes. No total, já foram registrados 26 casos racistas. E com os próximos levantamentos confirmados do ano passado e deste ano, os índices devem continuar
crescendo.

Luis Fernando Filho

Jornalista formado pela UFSM, militante dentro dos movimentos negros e estudantis, com experiências em veículos de comunicação independentes. Um amante do futebol e apaixonado por histórias de pessoas reais. Minha maior paixão é a reportagem.

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