Defensoria Pública pede multa de R$200 milhões por danos morais ao Atakadão Atakarejo

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A Defensoria Pública da Bahia, mediante a uma ação civil pública contra a rede de supermercados Atakadão Atakarejo, solicitou multa de R$200 milhões por danos morais, sociais e coletivos causados à comunidade negra e consumidora do estado da Bahia.

A ação é devido à morte dos jovens Bruno Barros e Yan Barros, tio e sobrinho, que foram entregues a traficantes locais por trabalhadores do Atakadão e que foram encontrados mortos alguns dias depois de serem abordados pelos seguranças do local. Caso seja aprovada pela Justiça, o valor será direcionado para um fundo de enfrentamento ao racismo e criação de políticas públicas para a população negra do estado.

Junto à multa de R$200 milhões, a Defensoria Pública pede que seja criado um plano de combate ao preconceito e discriminação racial pelo Atakadão Atakarejo, com treinamento dos funcionários da rede de supermercados em todas as unidades a cada seis meses. No plano, consta que sejam realizados projetos específicos e exclusivos de estágio e trainee para pessoas negras, tendo o objetivo de aumentar a representatividade negra e fomento nos quadros de liderança das demandadas.

Também um Censo interno em todas as unidades da rede para verificar a quantidade de trabalhadores negros em todos os cargos. Além de um programa estudantil e empregatício, que ofereça vagas de empregos, bolsas de estudos em faculdades e universidades, e investimentos em redes incubadoras ou aceleradoras do empreendedorismo negro.

Ainda segundo a ação, o Atakadão Atakarejo deve publicar todas essas ações e o plano de Combate ao Racismo na internet e em jornais de grande circulação. Essas publicações serão prestação de contas da instituição à sociedade. A solicitação da Defensoria Pública foi encaminhada para a justiça e está em análise para aprovação ou não da ação.

Leia também: Caso Atakarejo: entidades pedem R$ 200 milhões em indenização

Não é o primeiro pedido de indenização contra a rede de supermercado pela morte dos jovens, em maio o Centro Santo Dias de Direitos Humanos e Odara Mulheres Negras entraram na justiça solicitando multa também por danos morais. A Policia Civil investiga outro caso de duas mortes, agora duas mulheres, com semelhanças ao assassinato de Yan e Bruno.

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