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Desmatamento na Amazônia cresceu 33% em relação ao mesmo período do ano passado

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Amazônia registra o maior índice de desmatamento da última década, acumulando um total de 9.742 km2 devastados, equivalente a seis vezes a cidade de São Paulo. O registro foi feito no período de janeiro a outubro, constatando um aumento de 33% nos últimos dez anos. Os dados são do levantamento realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que monitora a floresta através de satélites. 

Área de floresta derrubada e queimada e vista na região da vicinal do Salomão, no município de Apuí, Amazonas. Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real.

“Enquanto houver invasões de florestas públicas por grileiros, com objetivo de obter a posse legalizada dessas áreas, o desmatamento, infelizmente, tende a continuar nesses patamares”, afirma Antônio Fonseca, pesquisador do Imazon, em entrevista ao G1. 

Os estados mais atingidos pelos desmatamentos no mês de outubro estão o Pará (56%), Amazonas (13%) e Mato Grosso (11%). No fim, o desmatamento alcançou 56% em áreas privadas ou sob diversos, 30% em Assentamentos, 9% em Unidades de Conversação e 5% em Terras Indígenas. 

Leia também: ‘Onde há floresta há muita pobreza’, diz ministro do Meio Ambiente 

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), nesta segunda-feira (15), afirmou para investidores em Dubai, Emirados Árabes Unidos, que “os ataques que o Brasil sofre em relação à Amazônia não são justos” e concluiu. “São mais de 90% de área preservada, está exatamente igual como era em 1500”, debocha. 

“Quero que vocês conheçam o Brasil de fato, indo numa visita e lá irão perceber o quão fantástica é a Amazônia”, disse o presidente que, por alegou que “por ser uma floresta úmida, ela não pega fogo”, desconsiderando os 95% das espécies da Amazônia que já foram afetadas por queimadas e 85% sofrem risco de extinção, conforme levantamento do Imazon

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