CUFA realiza programação nacional em homenagem ao Dia da Favela

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A Central Única das Favelas (Cufa) promove nesta quinta (04), Dia da Favela, uma série de ações por todo o Brasil, em homenagem à data. Mais do que uma comemoração, o dia será marcado por reflexões sobre os problemas existentes nesses territórios, o descaso e a negligência históricos demandados a esses lugares e seus moradores. Também será um dia de festa, de exaltação da representatividade e da potência presentes nas comunidades. Na agenda, uma série de debates, palestras e shows por favelas de todo o Brasil, promovidos por diversas instituições que atuam nestes locais.

O grande homenageado desta 16ª edição do Dia da Favela será o sambista Arlindo Cruz, que sempre poetizou a favela em suas letras, sem esquecer do lugar de onde veio.

Para Celso Athayde, Executivo Social, ativista, escritor e fundador da Central Única das Favelas (Cufa), a data é uma homenagem àqueles que produzem riqueza e cultura: os favelados.

“A ideia de você criar essa data é você tirar esse estigma de favela e trazer carisma, porque as pessoas que vivem nesse território, elas produzem riquezas, elas mobilizam 119 bilhões por ano, portanto elas produzem, elas trabalham, essas pessoas produzem cultura”, fala ele contra a rotulação imposta aos moradores das comunidades caracterizadas por serem habitadas por pessoas de baixa renda”

diz Athayde, que também é diretor Executivo da Favela Holding, grupo de mais de 20 empresas focadas em negócios de favela

“A gente não deve comemorar a existência das favelas, mas deve, sim, celebrar as mais diversas manifestações culturais, artísticas, sociais, de honestidade, de solidariedade que existem e são marca dessas pessoas que vivem nesses lugares. Isso, sim, precisa ser celebrado e festejado. A ideia é comemorar a resiliência, a força, a autenticidade, e a agenda positiva tão presente nesses territórios”,

explicou Nega Gizza, rapper, produtora de eventos em favelas e fundadora da CUFA.

Leia também: ‘Sem a favela, o Brasil para’, diz Preto Zezé, presidente da Cufa

Dia da Favela

Desde 1900, segundo a Cufa, o dia 4 de novembro é reconhecido internacionalmente como o Dia da Favela, pois pela primeira vez o termo “favela” apareceu em um documento oficial. 

A participação da Cufa foi fundamental para que a data passasse a ser comemorativa no estado do Rio de Janeiro e entrasse no Calendário Oficial da cidade.

Em 2006, a determinação passou a valer em outros municípios e, há mais de 20 anos, a Cufa atua em cerca de 5 mil favelas no Brasil e em mais 17 países.

Comemorações nas favelas do Brasil

No Rio de Janeiro, serão 12 pontos de comemorações distribuídos entre a capital, Niterói e Duque de Caxias, com eventos entre aulões, oficinas, exposições, concursos e até batalhas de rima. Durante à madrugada, nas primeiras horas do dia 4, haverá uma queima de fogos coordenada em 450 favelas do Rio de Janeiro. Durante o dia, já estão marcadas atividades nas zonas Sul, Norte e Oeste da cidade, além de Niterói e Duque de Caxias. Os eventos começam às 8h em alguns pontos e vão até às 20h.

No Ceará, as ações incluem, além da programação nacional, um encontro de grafiteiros, no qual os artistas irão pintar seus rostos em um corredor de casas do Barroso II, para simbolizar os cuidados com a Covid-19, por meio de pinturas, retratando os rostos dos moradores com máscaras. O local também receberá jogos de tabuleiros. Essa ação será realizada em parceria com o Grupo Edson Queiroz, que doou  as tintas para a realização do ato.

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