Celso Athayde lança Quarto Setor e Fórum Econômico das Favelas Brasileiras, em Davos

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O CEO da Favela Holding e fundador da Central Única das Favelas (CUFA), Celso Athayde, lançou o Fórum Econômico das Favelas Brasileiras e o Quarto Setor, em evento no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, onde foi premiado como Empreendedor de Impacto e Inovação do ano. Ambos os projetos foram lançados no evento de encerramento do Fórum Econômico Mundial, na fala de Celso Athayde.

Celso Athayde e a Sra. Hilde Schwab – Foto: Divulgação

Dentre os presentes no evento, realizado na última quinta-feira (26), quando o empreendedor falou dos dois conceitos recém-lançados, estava a Sra. Hilde Schwab, cofundadora do fórum em parceria com seu marido, Klaus. Ao final de sua explanação, Celso apresentou um case de sucesso do Quarto Setor. A Badu Design, empresa formada por empreendedoras, que compõe o grupo Mulheres da CUFA. Falando da importância de se incentivar esse tipo de projeto. Depois, presenteou Hilde e seu marido com duas mochilas da marca.

O Quarto Setor, ideia sobre a qual Celso conversou com diversos empresários e chefes de estado, em Davos, consiste em criar um setor voltado para a economia da favela, refazendo o uso do lucro que ela produz, para impactar na base da pirâmide. Sem deixar de lado a capacidade de inovar, sua dinâmica cultural e seu potencial empreendedor, e que muitas vezes não é percebido nem por empresas, organizações e governos.

A nova ideia também visa convencer o Poder Público a criar projetos e subsídios para estimular empreendimentos e projetos nestas áreas, para, então, ser parceiro do que será chamado de Economia Incentivada da Favela (EIF). Parceria que também pretende contemplar as empresas do asfalto.

“O Quarto Setor surge através da necessidade de se olhar a favela como um lugar que tem muita capacidade de produção e inovação, porém, muitas vezes, os outros três setores não a enxergam como tal. Agora, precisamos colocar em prática a máxima de que favela é território de potência, com o principal objetivo de que o morador de favela entenda que o seu lucro não seja visto com maus olhos, e ele possa, enfim, usufruir de tudo o que constrói”, explicou Celso Athayde.

Leia também: Celso Athayde vai receber prêmio do Fórum Econômico Mundial

Contemplado pelo Quarto Setor, o Fórum Econômico das Favelas Brasileiras, a exemplo do Fórum Econômico Mundial, será um espaço de debate para lideranças de favela e do asfalto, que queiram contribuir, para discutir o futuro econômico desses territórios.

O novo fórum pretende promover eventos periódicos, pegando o exemplo da Expo Favela, para que empresários, empreendedores, agentes culturais desses territórios, e todos que acreditam no potencial econômico da favela, sendo morador ou não, se encontrem, em palestras, exposições, debates e afins, para trocar experiências e fazer com que, de lá, surjam novas ideias, propostas e lideranças.

“O Fórum Econômico das Favelas Brasileiras será um espaço de debates, onde todos são bem-vindos. Queremos os empresários do asfalto conosco, nessa nova era. A economia da favela é pulsante e não para. E todos que entenderem que a riqueza, que esses territórios produzem, tem que ser dividida com ele, devem integrar o Fórum”, encerrou Celso.

O empreendedor social chega ao Brasil, nesta sexta-feira, dia 27 de maio, com o prêmio de Empreendedor de Impacto e Inovação do Fórum Econômico Mundial 2022, oferecido pela Fundação Schwab, e muitas experiências e novas ideias na bagagem.

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Igor Rocha

Igor Rocha é jornalista, nascido e criado no Cantinho do Céu, com ampla experiência em assessoria de comunicação e escritor nas horas vagas. Editor e coordenador regional do Notícia Preta

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