Advogado de Lorenna Vieira diz não saber se caso de racismo no Itaú foi “por causa da cor dela”

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Afirmação do advogado de Lorenna, que é um homem branco, não deixa explícito se o que aconteceu com a empresária foi ou não racismo

A empresária Lorenna Vieira registrou ocorrência, na manhã desta sexta-feira (31), na  22ª DP, a mesma delegacia para onde a blogueira foi encaminhada na véspera, após ter sido acusada de fraude pelo banco Itaú. O caso aconteceu em uma agência no bairro da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro

Lorenna chegou à delegacia acompanhada do advogado – Foto: Reprodução TV Globo

Lorenna chegou à delegacia acompanhado do marido, o DJ Rennan da Penha, e de seu advogado Cláudio Muniz. Em entrevista ao RJTV o advogado da blogueira disse ter registrado a ocorrência como racismo, mas classificou o crime apenas como algo ‘desagradável’: ” Talvez deve ser por causa da cor dela, não sei. O procedimento que teve o banco, a postura da instituição foi muito desagradável”, disse Cláudio Muniz.

Tal afirmação do advogado de Lorenna, que é um homem branco, não deixa explicito se o que aconteceu com a empresária foi ou não racismo. O que classifica este crime é a ação discriminatória que atinge uma coletividade indeterminada de indivíduos, discriminando toda a integralidade de uma raça como, por exemplo, impedir negros de acessar determinado local.

O banco se desculpou pelo o que classificou de “transtornos” e informou ter entrado em contato com Lorenna ” para resolver a situação”.  

“O Itaú Unibanco esclarece que o procedimento adotado na agência é padrão em casos de suspeita de fraude, e não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero. O objetivo era proteger os recursos de Lorenna de possível fraude, uma vez que já havia um bloqueio preventivo de sua conta corrente e era difícil identificá-la com o documento apresentado no caixa. O Itaú Unibanco acredita que toda forma de discriminação racial deve ser combatida”, informou o banco por meio de nota.

O banco Itaú não explicou, entretanto, o motivo pelo qual o perfil bancário de Lorenna foi tratado como suspeito.

A Polícia Civil disse ter sido acionada após uma funcionária do banco denunciar um caso de uso de documento falso: “De acordo com informações da 22ª DP (Penha), uma equipe foi até a agência do banco Itaú, localizada no Mercado São Sebastião, para verificar uma possível ocorrência de uso de documento falso, detectada por funcionários da agência. Os policiais convidaram a mulher a acompanhá-los à delegacia, que fica próxima ao local, para verificar a autenticidade do documento. Após ela concordar, eles foram à unidade em viatura descaracterizada, onde foi constatado que o documento era verdadeiro e ela foi liberada”, diz a nota.

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