“A PM deve satisfações e estou aguardando”, diz presidente do STF sobre chacina da Vila Cruzeiro, no RJ

APOIE O NOTÍCIA PRETA

Em sessão desta quinta-feira (26) do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro e presidente da casa, Luiz Fux, rebateu a declaração do secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), o coronel Luiz Henrique Marinho Pires, que culpou a decisão da corte judicial por “migração de bandidos” para comunidade da Vila Cruzeiro, na capital carioca.

Em sua fala, Fux disse não ter feito polêmica sobre o comentário devido à posição que o STF ocupa e espera respostas da PM em relação a chacina da Vila Cruzeiro, que foi à segunda ação policial mais letal da história do Rio e fica atrás apenas da chacina no Jacarezinho em maio de 2021. “Ontem tive a oportunidade de conversar com o ministro Fachin, ele inclusive não teve oportunidade de participar do evento sobre os 15 anos da repercussão geral, porque estava se reunindo com autoridades. Eu, tendo em vista a posição em que se encontra o Supremo, achei por bem não polemizar com a PM. A Polícia Militar deve satisfações. Estou aguardando essas satisfações”, afirma o presidente da casa.

Ministro Luiz Fux

O ministro Edson Fachin, também comentou sobre a operação policial, segundo ele, a fala do coronel Luiz Henrique reflete o problema estrutural e que o estado ter a economia atual, é devido ao Supremo Tribunal Federal. “Do contrário, certamente teria colapsado em termos financeiros. É preciso que as coisas sejam ditas com muita clareza e sejam vistas com perspectiva isenta. Em um momento tenso que vivemos, devemos contribuir para a superação das crises e não apontar culpados e bodes expiatórios”, disse o magistrado sobre a chacina da Vila Cruzeiro.

Leia também: PRF confirma ter usado gás lacrimogênio durante abordagem, mas diz que vítima morreu de mal súbito

Com o objetivo de prender criminosos escondidos na comunidade da Vila Cruzeiro, no RJ, a operação que ocorreu no último dia 24 de maio, terminou com 23 pessoas assassinadas na ação policial. O número anterior era de 26  mortos, entretanto nesta quinta a PM informou que os três casos ligados inicialmente à operação foram resultado de um confronto entre traficantes no Morro do Juramento, mesmo com o menor número de vítimas, a chacina policial continua sendo a segunda maior do estado.

APOIO-SITE-PICPAY

1 Comment

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.