Força tarefa é organizada para vacinar 162 comunidades quilombolas no Maranhão

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A cidade histórica de Alcântara, no Maranhão, onde vivem 162 comunidades quilombolas, é mais atrasada no trabalho de imunizar cidadãos. Para acelerar o processo de vacinação foi criada uma força-tarefa com os agentes de saúde. No município, sete em cada dez moradores são quilombolas, descendentes de escravizados, que estão nesta região desde o fim do período da escravidão.

Na cidade inteira, que conta com apenas um hospital, contabilizou 11 mortes desde o início da pandemia. A comunidade é praticamente isolada. No local, vivem aproximadamente 50 famílias, cerca de 200 pessoas. Todas quilombolas. A meta é que até o fim de abril, em lugares como este, não só os idosos, mas todas as pessoas acima de 18 anos sejam vacinadas.

comunidades quilombolas

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Os quilombolas estão no grupo das prioridades do Programa Nacional de Imunização. Mas a cidade de 22 mil habitantes terminou março como a que menos havia utilizado as doses recebidas da vacina contra a Covid no estado: apenas 8% das 10 mil doses que recebeu – bem abaixo da média no estado.

Além da maioria quilombola, pessoas de outras etnias acima de 70 anos também estão sendo vacinadas. A estimativa da Secretaria Municipal de Saúde é imunizar 70% de toda a população em 30 dias.

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