UNESCO promove jornada virtual para combater o racismo no ensino superior

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Foram escolhidos educadores da Bahia, Maranhão, Mato Grosso e Brasília

I Jornada de Combate ao Racismo no Ensino Superior: Estudantes Indígenas e Afrodescendentes

A Cátedra da Organização das Nações Unidas para a Educação (UNESCO) abriu inscrições para ‘I Jornada de Combate ao Racismo no Ensino Superior: Estudantes Indígenas e Afrodescendentes’, que acontecerá entre os dias de 21 e 25 de setembro de 2020. Durante o evento haverá rodas de conversa, oficinas e mesas redondas. A jornada conta com o apoio do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Cultura e Sociedade (PGCult-UFMA), juntamente com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (RENAFRO).

O evento gratuito será aberto ao público, destinado especialmente a estudantes, educadores e profissionais de instituições universitárias; com a proposta de fomentar ações para erradicar o racismo em faculdades e universidades. Participarão da jornada educadores da Bahia, Maranhão, Mato Grosso e Brasília. 

Segundo Samuel Vida, professor de Direito e Coordenador do Programa Direito e Relações Raciais (PDRR) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), as universidades possuem estrutura racista. 

“A Universidade possui uma natureza racista institucionalizada, pois se organiza tendo como única referência o legado da cultura euro-ocidental moderna. Logo, o racismo é parte fundante da Universidade como instituição”, afirma o professor. 

Professor Samuel Vida e a procuradora de Justiça Márcia Virgens em evento do MPBA . Foto: Secom/MPBA

A Cátedra UNESCO recebeu 49 propostas de iniciativas virtuais de combate ao racismo de estudantes, professores, gestores e trabalhadores do ensino superior da América-Latina. A “I Jornada de Combate ao Racismo no Ensino Superior: Estudantes Indígenas e Afrodescendentes” faz parte dos 26 projetos selecionados.

O professor Samuel Vida acredita que são necessárias políticas de combate ao racismo no ambiente universitário. 

“Para combater o racismo adequadamente não basta o ingresso de pessoas negras no corpo discente. Também se impõem medidas que assegurem o ingresso de professores, a mudança da lógica e prioridades da pesquisa de pós-graduação. Por fim, se faz necessário a reelaboração simbólica e institucional, acolhendo outros símbolos da diversidade cultural e epistêmica, e outros arranjos na organização funcional e operacional das estruturas administrativas e gerenciais”, diz Samuel Vida. 

Sobre o programa

Em 1992, a UNESCO lançou o programa de Cátedras com a finalidade de fortalecer a educação superior de países em desenvolvimento. O projeto visa promover e incentivar troca de conhecimentos internacional por meio de pesquisas, seminários, cursos, entre outras ações educacionais. Inscrições através do site.

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Louise Freire

Jornalista e apaixonada por livros. Concluiu sua graduação em 2016 e no mesmo ano estagiou em uma revista. Participou da produção de um programa da TV Brasil e trabalhou como produtora audiovisual.

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