“Tenho amigos que são negros”, alega torcedor que cometeu injúria racial no clássico mineiro

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Na tarde da última terça feira (12), os irmãos Adrierre Siqueira da Silva e Nathan Siqueira da Silva, acusados de injúria racial contra o segurança do estádio Mineirão, no último domingo (10), foram ouvidos pela Polícia Civil, no Departamento de Operações Especiais.

Durante entrevista aos jornalistas, Adrierri diz que não é racista e que isso não é da índole dele, tanto que tem irmão negro, cabeleireiro negro, amigos negros. Ele relata que estava com os ânimos exaltados e queria se desculpar com o segurança Fábio. “A única coisa que tenho a declarar é que realmente não sou racista. Tenho parentes que são negros, o meu cabeleireiro há dez anos é negro”, se defendeu Adrierre.

Adrierre Siqueira da Silva alega que o seu “cabeleireiro há dez anos é negro” – Vídeo: Felipe Drummond/O Tempo

Já o irmão, Nathan, se defende dizendo que não chamou o segurança de “macaco”, mas sim de palhaço. “A forma que está circulando nas redes sociais, na imprensa, que eu dirigi a palavra a ele de ‘macaco’, de forma alguma eu falei aquilo”, alegou. 

Já Nathan Siqueira disse que não chamou o segurança de “macaco”, mas sim de “Palhaço” –
Vídeo: Felipe Drummond/O Tempo

O Clube Atlético Mineiro decidiu desligar os torcedores que ofenderam o segurança do estádio, no último domingo do programa de sócio torcedor.  Após identificação dos irmãos, o clube informou, em nota, que eles não pertencem mais ao Galo na Veia. 

“O Clube Atlético Mineiro informa que os dois torcedores identificados pela Polícia Civil, acusados de praticar injúria racial no clássico do último domingo, pertenciam ao programa Galo na Veia, embora inadimplentes. De qualquer forma, ambos foram desligados do programa de sócio-torcedor do Clube. 

Nesta terça, o segurança Fábio Coutinho, alvo da injúria racial, foi, a convite do presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, à sede do clube. Durante o encontro o presidente ofereceu a ele assistência jurídica gratuita.

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Fernanda De Souza

Graduada em jornalismo pela Centro Universitário Uni-BH, com 7 anos de experiência com Monitoramento de Notícia (Clipping Eletrônico). Atuação na elaboração de análises quantitativas e qualitativas que atende as necessidades da assessoria de comunicação.Vivência com produção e reportagem para revista, na área cultural.

2 Comments

  • Sr
    Presidente do Atlético Mineiro parabéns pela atitude, os racistas na delegacia estão como disse o falecido Bezerra da Silva: ” Mudando de voz”! Tinham que bancar aquela marra do jogo! Na frente da delegada os valentões falaram mansinho!

  • Típica “defesa racista” pois não há defesa para esse tipo de índole racismo é crime e pronto. Não é porque você tenha amigo negro que você não seja racista.

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