Sem clube, medalhista olímpica Rosângela Santos vira motorista de aplicativo

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Bronze no revezamento 4x100m feminino nas Olimpíadas de Pequim, a velocista Rosângela Santos decidiu trabalhar como motorista para ajudar nas despesas de casa, assim que voltou das Olimpíadas de Tóquio . No mês passado, a atleta foi dispensada pelo clube Pinheiros precisou complementar a renda.

Hoje, Rosângela conta apenas com o Bolsa Atleta e com um patrocinador. Não é o suficiente para bancar a rotina de treinos e viagens para competições

“Sem nenhuma explicação plausível do responsável. Acham mesmo que vale a pena passar por tudo isso. Ter que levantar cedo, ir treinar dois períodos, depois ter que pegar o carro e fazer corridas no app para poder ter renda? Estou vendo que o momento de me aposentar do atletismo está cada vez mais perto”

disse a atleta em uma postagem em rede social

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Há sete anos no clube paulista, a velocista costumava firmar contratos anuais com a equipe. Neste ano, por conta da pandemia, o período foi menor, mas com a expectativa de assinatura de um aditivo após as Olimpíadas. No dia 14 de outubro, porém, o empresário da atleta foi comunicado de que o vínculo seria encerrado naquele momento.

“Ninguém entrou em contato. Foram sete anos de clube. Desses sete anos, só esse ano, que eu tive uma lesão na panturrilha, que eu não consegui correr o Troféu Brasil. Em todos os outros anos, ganhei medalha. Se não venci, fiquei em segundo ou terceiro lugar“, disse Rosângela ao portal ge.

O Pinheiros, que ainda não se pronunciou sobre o caso. Segundo Rosângela Santos, o clube tinha prometido não rescindir seu contrato, visando mais um ciclo olímpico, mas isso não aconteceu.

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