Nos EUA, arqueólogos descobrem bairro de escravizados do século XVIII

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Em Newtown Neck State Park, em Maryland, nos Estados Unidos, uma equipe de arqueólogos e a Administração Estadual de Rodovias do Departamento de Transporte de Maryland (MDOT SHA) descobriram um bairro de pessoas escravizadas.

Foram encontrados restos de cabanas usadas pelos antigos habitantes da região, cachimbos de argila, xícaras de cerâmica, moedas, entre outros objetos pessoais. Os objetos estavam próximos de uma grande casa que, no século 18, abrigava jesuítas missionários que comandavam uma plantação na região.

Em um dos documentos encontrados no imóvel consta que 272 pessoas escravizadas do local foram vendidos em 1838. “Os jesuítas eram prolíficos em seus registros, mas muito pouco sobreviveu dos escravizados afro-americanos que trabalharam nos campos e serviram à Igreja Católica”, disse Julie Schablitsky, arqueóloga chefe do MDOT SHA.

Ela afirma: “Se existe um lugar em Maryland que contém a história de diversas culturas convergindo para encontrar a liberdade religiosa em um ambiente de conflito, sacrifício e sobrevivência, é aqui”.

Naquele ano, essas pessoas foram obrigadas a embarcar em ao menos três navios diferentes com destino ao estado de Louisiana. As anotações informam ainda que, além de adultos, crianças e bebês também foram vendidos. 

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e com especialização em audiovisual pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, assessora de imprensa e idealizadora do portal Notícia Preta, um site de jornalismo colaborativo. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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