Milton Gonçalves morre aos 88 anos no Rio de Janeiro

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Um dos ícones da TV brasileira, Milton Gonçalves morreu na tarde desta segunda-feira (30), aos 88 anos, vítima de complicações de saúde desde que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), em 2020, quando participava de um evento na quadra da escola de samba Salgueiro, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Há três meses chegou a ser internado e precisou de ajuda de aparelhos para respirar. O ator morreu em casa, próximo a familiares e, segundo eles a morte foi por volta das 12h30.

Milton Gonçalves trabalhou em mais de 40 novelas somente na TV Globo – Foto: Reprodução

Mineiro, da cidade de Monte Santo, Milton Gonçalves trabalhou em mais de 40 novelas somente na TV Globo, além de uma infinidade de filmes, séries e programas de humor. Em 2006, Milton foi indicado ao Emmy Internacional por sua atuação como Pai José, na segunda versão de Sinhá Moça. Ele foi o primeiro brasileiro a apresentar o prêmio, ao lado da atriz Susan Sarandon, que apresentaram a categoria Melhor Programa Infanto-juvenil.

Em 1965, Milton fez parte do primeiro elenco da TV Globo e participou do filme “Grande Sertão”, dos irmãos Geraldo e Renato Santos Pereira. “Não tinha inaugurado nada ainda. Os três estúdios, aquele auditório, pareciam para mim os estúdios da Universal. O primeiro salário foi 500 cruzeiros. E eu fiquei feliz”, recordou em entrevista à TV Globo.

A sua última atuação em novelas foi em 2018, em O Tempo Não Para, interpretando o catador de recicláveis, Eliseu. Em séries, sua última aparição foi em Se eu Fechar os Olhos Agora, de 2019, onde ele interpretou Paulo na fase adulta.

Maurício Gonçalves, filho e também ator, relembra que o pai lutou por melhorias de condições de trabalho para os atores negros. “Esse Milton que as pessoas não conhecem, batalhador. Nunca deixou cair a peteca no que tange aos filhos. O maior ensinamento meu pai me passou: ser guerreiro, nunca abaixar a cabeça a não ser para os sábios, mas lutar o tempo todo”, disse em entrevista ao G1.

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“Ele sempre voou e gerou esses frutos. A gente tenta fazer o melhor possível, a gente tenta honrar essa memória do meu pai que está aí, ainda na batalha. A gente tenta fazer o melhor, mas é lutar para tentar chegar perto”, finaliza Maurício.

O velório ocorrerá amanhã, dia (31), no Theatro Municipal, no centro do Rio de janeiro. O horário ainda não foi informado.

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Igor Rocha

Igor Rocha é jornalista, nascido e criado no Cantinho do Céu, com ampla experiência em assessoria de comunicação e escritor nas horas vagas. Editor do Notícia Preta.

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