Maioria dos infectados por Coronavírus na África são estrangeiros ou pessoas que retornaram do exterior

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Policiais na África do Sul usam máscaras e luvas Foto: MICHELE SPATARI / AFP

Das 54 nações africanas, 42 já registraram casos de Covid-19, segundo infgormações da agência de notícias Reuters. Entre as autoridades locais, já há uma grande preocupação com a habilidade em lidar com um surto sem a quantidade de instalações médicas necessárias.

A maior parte dos infectados no continente africano são estrangeiros ou pessoas que retornaram do exterior. Em Angola, os dois primeiros positivos vêm de cidadãos angolanos que voltaram de Portugal entre 17 e 19 de março, segundo afirmações da ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, em uma entrevista coletiva no último sábado (21).

Neste sábado (21), o continente contabilizou 1.088 casos. A Nigéria, nação mais populosa do continente, teve 10 novos casos, incluindo os primeiros três na capital Abuja, chegando a 22, somente neste sábado. O país, inclusive, fechou por um mês seus aeroportos para voos internacionais. A primeira notificação local aconteceu há três semanas e, segundo autoridades de saúde, o paciente, que esteve na Itália, já pode ter alta hospitalar.

A África do Sul é o país subsaariano com o maior número de casos, são 240. O primeiro caso de covid-19 registrado no Zimbábue foi última sexta-feira(20) e o segunda no sábado (21). Nas Ilhas Maurício, morreu infectada pelo novo coronavírus uma pessoa que havia viajado para a Bélgica, na Europa, outras 14 seguem internadas.

Segundo dados da BBC, o Covid-19 já infectou mais de 300 mil pessoas no mundo e causou cerca de 13 mil mortes.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e com especialização em audiovisual pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, assessora de imprensa e idealizadora do portal Notícia Preta, um site de jornalismo colaborativo. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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