Governo nomeia apenas uma associação do movimento negro em Conselho de Igualdade Racial

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Foram somente sete vagas preenchidas das 19 disponíveis e o Governo Bolsonaro nomeou apenas uma associação do movimento negro

O Governo Bolsonaro nomeou apenas uma associação do movimento negro
A Rede de Mulheres do Paraná foi a única entidade negra habilitada

O Governo Bolsonaro nomeou apenas uma associação do movimento negro para o Conselho de igualdade racial. Criado durante o governo Lula (PT), o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial integra a Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e tem como objetivo “propor políticas de promoção da igualdade racial, com ênfase na população negra e em outros segmentos raciais e étnicos da população brasileira”, como consta no site do Governo Federal.

A Rede Mulheres Negras do Paraná, no início de fevereiro, comunicou em seu Instagram sobre a sua participação no Conselho e chamou a atenção para o fato de ser a única entidade do movimento negro eleita. “As demais são 4 entidades dos povos ciganos, uma do povo judeu, uma socioambiental e um conselho profissional.”, diz o post.

A RMN – PR é uma organização sem fins lucrativos que reúne mulheres negras de todo o estado com atuação em diferentes áreas para combater todas as formas de discriminação. A relação entre o atual Governo Federal e o movimento negro é de muitos embates. Em 2020, Damares Alves, Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, desligou membros ligados a movimentos negros, depois de eles entrarem com um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

O Ministério afirmou que os integrantes foram destituídos porque faziam parte de instituições que estariam entrando no quarto mandato consecutivo, o que não seria permitido, segundo o órgão.Quando questionado sobre o fato de a Rede Mulheres Negras do Paraná ser a única organização que possui relação com o movimento negro, o Ministério afirmou que “a Rede Mulheres Negras do Paraná foi habilitada por cumprir os pré-requisitos estabelecidos no Edital 03/2020”. A informação é da Folha de S. Paulo.

O não preenchimento das vagas restantes deste ano fez o Ministério de Direitos Humanos lançar uma comissão que organizou um novo processo seletivo para a ocupação das 12 vagas. O edital foi publicado no dia 26 de fevereiro.

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Victória Henrique

Victória Henrique é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Durante um ano foi apresentadora de um programa sobre educação no YouTube da Mídia NINJA e hoje é colaboradora do Notícia Preta e colunista da Mídia NINJA. Pela UFF, pesquisa experiências em rede, com foco na atuação de mídias independentes no Brasil.

2 Comments

  • Mauro Arêdes Theodoro

    (01/04/2021 - 10:16)

    Parabens pelo Jornal.

    Vou assumir o Cargo da Promoção da Igualdade Racial aqui de Barra do Piraí, a partir do dia 5 de abril.
    Espero contribuir com a nossa luta.

    Sou Mauro Arêdes Theodoro

    • Sucesso na sua empreitada, irmão! Vamos ocupando os espaços que sempre foram nossos por direito.

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