“Ele transou com uma garota na nossa frente”, revela ex-assessor de Gabriel Monteiro

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Partes do depoimento do ex-assessor do vereador Gabriel Monteiro (PL), Heitor Nazaré, ao Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, vieram a público nesta terça-feira (2) e ele revela que o parlamentar praticava sexo durante o expediente e na frente de outros funcionários.

Gabriel Monteiro pode ter seu mandato caçado pela Câmara de Vereadores – Foto: Reprodução/TV Globo

Nazaré também disse que os atos eram explícitos, indiferente de quem estivesse no ambiente. “Já teve ocasiões que a gente estava editando vídeo durante o expediente, e o Gabriel chega lá com uma garota e começa a transar com a garota na nossa frente, mandava ela alisar ele e coisas do tipo”, afirma em depoimento.

O ex-assessor disse ainda que, em outras ocasiões, quando eles trabalhavam da casa do vereador, ele levava as mulheres e pedia que elas mostrassem os seios para quem estivesse presente. “Algumas pessoas aceitavam tranquilamente, entravam no clima, e outras já ficavam constrangidas e pediam para ele parar, mas ainda assim ele continuava. Ele pedia para ela mostrar o peito pra gente”, revela.

Outro ex-assessor, Vinícius Hayden Witeze, que morreu em um acidente de carro pouco tempo depois de prestar depoimento, também disse que Gabriel sabia que a jovem que ele mantinha relações sexuais e filmava era menor de idade. Ele disse que a garota, de 15 anos na época, chegou a ir para a casa do parlamentar de uniforme da escola.

Entenda melhor o caso:

A denúncia da Promotoria de Justiça apresentou denúncia contra Monteiro no dia 8 de abril e defende que “de forma livre e consciente, filmou através de telefone celular cena de sexo explícito, com uma adolescente que, na época, tinha 15 anos.

De posse dessas informações, o relator do processo contra Gabriel Monteiro, o vereador Chico Alencar (Psol) apresentou o relatório pedindo a cassação do mandato do parlamentar. O documento diz que os atos de Monteiro “são inquestionavelmente graves”, afirma. “Exercício de mandato público é respeito à dignidade, sobretudo dos mais vulneráveis, e não postura de manipulação, arrogância e mandonismo”, completa.

A defesa do vereador disse que só vai se manifestar após a análise do relatório.

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