Bolsonaro perde metade das inserções na TV após disseminar fakenews

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE)concedeu direito de resposta à campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgar uma série de informações falsas. Com isso, Bolsonaro deve perder quase metade das inserções na propaganda eleitoral de TV a que teria direito.

Serão 184 inserções a menos para Bolsonaro. Essa é uma decisão dos ministros Paulo de Tarso Sanseverino e Maria Claudia Bucchianeri. Desde o início da campanha eleitoral, foi a primeira vez que o TSE atendeu a pedidos desse tipo.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (20), Lula disse que foi “muito importante” a decisão do TSE que lhe concedeu 170 comerciais eleitorais na televisão de seu adversário. Segundo o ex-presidente, sua campanha enfrenta uma “máquina poderosa de contar mentiras”. Lula declarou ainda que e vai continuar mostrando as “coisas equivocadas que Bolsonaro conta” sem “entrar no lamaçal”. 

“Foi muito importante decisão de tirar o tempo de mentira que o Bolsonaro conta na televisão. E foi por isso que ele perdeu, porque eram ‘fake news’, coisas inverossímeis, para a gente utilizar e quem sabe, conversar com os trabalhadores”, disse Lula em entrevistas a jornalistas no Rio.

Brasília – O deputado Jair Bolsonaro discute com a deputada Maria do Rosário durante comissão geral, no plenário da Câmara dos Deputados, que discute a violência contra mulheres e meninas, a cultura do estupro, o enfrentamento à impunidade e políticas públicas de prevenção, proteção e atendimento às vítimas no Brasil. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Entre as propagandas suspensas pelo TSE estão as que acusam Lula de ser “ladrão” e “corrupto”. O ministro Sanseverino afirmou que a propaganda atribuía “abusivamente” esses termos ao candidato adversário, o que viola o princípio de presunção de inocência e se caracteriza como ofensa.

“É fato notório a existência de decisões condenatórias e da prisão do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, assim como é de conhecimento geral da população que as referidas condenações foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou Sanseverino.

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