Ana Carolina da Hora tem canal no YouTube para desmistificar a Ciência da Computação

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Crédito: Reprodução do Instagram

Quem vê Ana Carolina da Hora viajando para fora do Brasil para estudar ou falando desenvolta sobre ciência não imagina todas as pedras no caminho que ela teve que enfrentar para chegar onde está. Pedras essas que fazem com que a pesquisadora, de 23 anos, pense as ciências exatas de maneira muito mais orgânica e humanizada.

“Para resolver problemas que envolvem tecnologia, muitas vezes não é preciso usar tecnologia. Eu sento na frente de um computador com o problema já resolvido. A tecnologia, na verdade, é uma ferramenta. Isso me faz acreditar na potência dos seres humanos. Se não tivesse a filosofia, não teríamos as ciências exatas”, explica ela, aluna de computação da PUC-Rio e líder do grupo Olabi-Petra Lab.

Toda esta bagagem e perspectiva fizeram com que a estudante criasse o canal no YouTube “Computação sem caô” que, segundo a descrição, “é um projeto que busca democratizar o entendimento da ciência da computação no Brasil. Como funcionam as tecnologias que usamos no dia a dia? O que faz um cientista da computação? O que são algoritmos? O que é o pensamento computacional? Quais as grandes questões científicas da área hoje? E as implicações éticas do uso de tecnologias? São algumas das questões que o projeto explora/aborda em vídeos curtos, de linguagem jovem”.

Crédito: Reprodução do Instagram

“Não existe ninguém burro ou que não aprenda, é preciso ressignificar o que estão dando em sala de aula porque isso depende da maneira como estão passando a informação para o aluno, se ele está com algum problema pessoal, etc.”, reflete Ana Carolina, jovem negra da Baixada Fluminense que faz questão de envolver-se em projetos para atrair mais mulheres e mais negros para o estudo da ciência:

“É preciso ocupar lugares. O que estou falando para a galera é: ‘Como levar mais meninos e meninas negras para o laboratório?’ Não pode haver só um menino negro ou uma menina negra numa estação de ciência. É ser realmente ‘quando um sobe, leva o outro’. Quando eu vejo o que está acontecendo aqui, penso que o céu é o limite”, disse a cientista durante o evento “Ciência é com Elas”, no Museu Ciência e Vida.

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Lídia Michelle Azevedo

Formada em Comunicação Social - Jornalismo pela UFRJ, em 2009, já passou pelas redações do Jornal dos Sports, Assessoria de Imprensa do IBDD (Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiencia) Revista Ferroviária, Expresso, Extra, Canal A e atualmente está na assessoria de comunicação da Fundação Cecierj.

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