11 de fevereiro – 30 anos da liberdade de Nelson Mandela

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Há 30 anos, Nelson Mandela, símbolo da luta da população negra contra o racismo na África do Sul, era libertado, após passar 27 anos na prisão por sua luta contra o Apartheid. Um regime que segregava 29 milhões de negros na África do Sul, a maioria em um país dominado socialmente por 5 milhões de brancos.

Mandela foi preso no dia 5 de agosto de 1962 por sair da África do Sul sem passaporte. Enquanto Mandela estava preso, no ano seguinte, a polícia invadiu seu antigo esconderijo e apreendeu papéis e anotações comprometedoras. Em 1964, Mandela foi submetido a um novo julgamento, com acusações mais graves por conta de sua luta política, e foi condenado à prisão perpétua. Acabou enviado à prisão da Ilha Robben, onde ocupou a cela com número 466/64. Ficou isolado do mundo, sem acesso às notícias ou visitas frequentes.

Em 1982, foi transferido, junto a outros companheiros, para a Prisão de Pollsmor, de segurança máxima. Seis anos depois, foi novamente transferido, agora para um local de segurança mínima – a Prisão de Victor Verster, onde passou a morar numa casa no complexo penitenciário. Quatro anos depois, ele era eleito presidente da África do Sul.

A aprtir de 1986 as manifestações contra o Apartheid aumentaram no mundo inteiro. Em 05 de julho de 1989, o presidente sul-africano Peter Botha negociou com Mandela sua libertação. 26 anos após sua prisão Mandela foi liberto e o o partido político ANC (Congresso Nacional Africano), o qual Mandela fazia parte desde quando era estudante, foi reaberto. O ANC se empenhava em reivindicar direitos e melhorar a qualidade de vida da maioria negra oprimida pelos brancos na África do Sul – a princípio, através de contatos com lideranças políticas e cartas com pedidos de apoio; mais tarde, organizando greves e manifestações.

Ao assumir o governo em 1989, Frederik de Klerk reconheceu que reformas eram inevitáveis, para que o país não submergisse na guerra civil e no caos. Em fevereiro de 1990, cancelou a interdição do ANC, revogou algumas leis racistas e libertou Nelson Mandela. Os anos seguintes ainda foram bastante confusos, com a minoria branca tentando manter a supremacia, semeando a discórdia entre os grupos negros.

Mesmo com o fim do Apartheid, Mandela continuou seu ativismo político .

Até que, nas primeiras eleições democráticas em 1994, o ANC recebeu 60% dos votos e Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul, cargo que ocupou até 1999. Em 1993, ele e Frederik de Klerk receberam o Prêmio Nobel da Paz “por seu engajamento em prol da conciliação e por sua coragem e integridade”. Mandela morreu aos 95 anos em 5 de dezembro de 2013. 

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