Vídeo mostra vereador de Curitiba sendo detido pela Guarda Civil de forma agressiva

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Durante um ato de convocação para as manifestações para este domingo (25), o vereador de Curitiba, Renato Freitas (PT), foi preso pela Guarda Civil Municipal da capital paranaense na noite da última sexta-feira (23). Ele foi detido na praça Rui Barbosa e levado para a Central de Flagrantes, no bairro Portão. As imagens divulgadas na rede social do próprio vereador mostram ele sendo algemado no chão e arrastado por policiais até o porta-malas da viatura.

Momento em que Renato é imobilizado por três agentes – Foto: Redes Sociais

“Desrespeitando qualquer prerrogativa legal, os guardas, primeiro, tentaram impedir que Renato continuasse com seu protesto, se baseando apenas na palavra do homem que iniciou as agressões. Em seguida, de maneira arbitrária e truculenta e desrespeitando todos os procedimentos legais, Renato foi jogado no chão pelos guardas. Ele foi asfixiado, agredido e algemado e colocado no porta-malas da viatura, em um procedimento que escancara todo o racismo e a truculência das forças policiais de Curitiba”, escreveu a assessoria do Vereador em uma rede social.

Segundo divulgado em rede social, a confusão começou quando um “homem que se identificou como policial”, se aproximou do vereador querendo agredi-lo. “No decorrer da manifestação, que acontecia de maneira pacífica, um homem se aproximou de Renato, se apresentando como policial. Ele tentou impedir o andamento do protesto tentando inclusive agredir Renato com chutes e pontapés. Todas as pessoas que estavam no local podem comprovar que, quem inicia as agressões é o homem que se identificou como policial. Em nenhum momento Renato tentou agredi-lo. Após o entrever, o homem em questão acionou a Guarda Municipal, que foi até o local e abordou Renato”.

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Renato Freitas, já sofreu uma abordagem semelhante no início de julho, quando foi detido enquanto jogava basquete em uma praça. Segundo assessoria do vereador, o homem que iniciou as agressões e se identificou como policial, na verdade, não é policial, fato que foi descoberto assim que Renato chegou à Central de Flagrantes.

“Quando se trata de jovens negros e periféricos, a abordagem da Polícia Militar e da Guarda Municipal é sempre a mesma, inflamada pela truculência e pela violência. Mas o fascismo não irá calar nossa voz. E por isso estaremos juntos na rua amanhã contra esse governo cruel e genocida!”, concluiu a assessoria do Vereador em uma rede social.

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