Sargento do Exército é acusado por roubo em horário que estava na empresa do pai

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Um sargento do Exército foi acusado de cometer um roubo em 2009. Porém, segundo a defesa, no dia e horário do crime, Danilo de Oliveira Silva, 32 anos, estava na empresa do pai, em Botafogo.

Danilo, Débora e a filha do casal – Foto: Redes Sociais

Ele foi ligado ao crime por uma conversa entre dois criminosos onde citam o nome “Danilo”. Em busca realizada pela 6ª Delegacia Policial do Rio de Janeiro, no banco de dados do estado, as vítimas identificaram Danilo, por foto, como o terceiro envolvido. Porém em seus depoimentos, um disse não conseguir reconhecer o terceiro homem e outro que os envolvidos eram brancos e pardos, Danilo é negro retinto.

Danilo ficou ciente do processo somente em abril deste ano, quando recebeu a intimação e foi até o fórum para esclarecer os fatos junto com sua esposa, mas de acordo com eles, foram tratados de forma grosseira. Em vídeo divulgado no Instagram na última sexta-feira (23), Débora Pacífico, esposa de Diego, ressalta que expor o caso é a única maneira de ter uma resposta para o acontecido e pede para o caso ter a notoriedade necessária devido ao erro cometido. “Há dois meses, recebemos uma intimação para comparecer ao fórum e entramos em contato, quando fomos informados da acusação por roubo do Danilo. A gente achou engraçado e pensou que não passava de um mal entendido. Mas quando fomos lá, foi onde o pesadelo começou. O oficial de justiça nos tratou como marginais. A mim, ele falou que não era comigo, e, ao Danilo, que ele que provasse o seu não envolvimento”, conta Débora em vídeo.

Danilo estava trabalhando na empresa do seu pai

O Notícia Preta entrevistou Danilo Oliveira e, segundo ele, no dia do ocorrido estava trabalhando na empresa de salgados do pai, em Botafogo, região Sul da capital fluminense. Porém, segundo Danilo, não tem nem como provar. “Essa empresa nem mais lá está. Não sei se tinha câmera e sempre voltava pra casa com meu pai que é uma distância boa da Zona Sul para a casa dos meus pais, que fica na Zona Oeste da cidade”, afirma.

Danilo também diz ficar sem entender o que estava acontecendo, achou que iriam comprovar o erro cometido. “Fiquei tentando entender, sem acreditar como eu fui parar nisso tudo. Acreditei que seria resolvido rápido porque iam ver que não era eu”, conclui o sargento do exército.

Os impactos da acusação já chegaram até sua família, pois, sem condições de pagar um advogado particular, a opção foi pegar dinheiro emprestado na mão de amigos e familiares para ter o custo da defesa. Débora e o marido tem uma agência de eventos, mas, com a pandemia, e os decretos impedindo a realização de eventos, estão sem renda. O seu emprego no Exército Brasileiro (EB) também está em risco, pois, para renovar o contrato com o EB, o contratado não pode está respondendo processo judicial ou ter sido condenado.

Advogado diz ir ao Supremo Tribunal de Justiça, caso necessário

Danilo está sendo representado judicialmente por Rafael Correia e o advogado está esperando a manifestação da Juíza Simone de Araújo Rolim. Ao Notícia Preta, Rafael informou que o Ministério Público recusou o pedido de arquivamento da acusação e a última atualização do processo foi que estão buscando pelos demais acusados. “Os demais acusados provavelmente não serão localizados, caso não estejam presos. A minha ideia é que a Juíza reconsiderasse a decisão de receber a denúncia contra o Danilo e retirasse do processo. Caso ela não faça isso, nós vamos entrar com um pedido de habeas corpus no tribunal, e se o tribunal aqui não conceder, entramos com o pedido no Supremo Tribunal de Justiça”, finalizou o advogado.

Segundo o Ministério Público, em documento recusando a solicitação de exclusão do processo contra Danilo, não assiste razão à defesa pois os argumentos defensivos são insuficientes para ter o arquivamento da ação.

Entenda o caso

Os crimes ocorreram em outubro de 2009, por volta das 01:30 da madrugada. Bruno Leandro e Walmor Neves, as outras pessoas envolvidas no assalto, estavam com outro 3° homem. Eles estavam portando uma arma de fogo, uma faca e uma granada, além de estarem dirigindo um Ecosport. O grupo realizou uma série de assaltos no Rio de Janeiro, nos bairros da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. Segundo o inquérito, Danilo seria o motorista e estava com a faca.

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