Rocinha recebe Festival de danças urbanas com coreógrafos das cantoras Anitta, Ludmilla e Lexa e batalhas de HIP HOP

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Enquanto a quinta edição do WDC Festival de Danças Urbanas não acontece devido à pandemia do novo coronavírus, a Cia Livre de Dança, da Rocinha,promove uma versão compacta do evento nos dias 20 e 21 de fevereiro na quadrada comunidade, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Durante dois dias, das 10h às 20h30, o Esquenta WDC apresenta uma série de workshops de dança para o público com renomados coreógrafos que trabalham com estrelas da música pop e do funk como Anitta, Ludmilla e Lexa, além de uma vibrante batalha de hip hop e de estilo livre em que dançarinos disputam quem é o melhor das danças urbanas e concorrem a uma premiação em dinheiro. O passaporte para os dois dias de evento custa R$ 80 e, devido a medidas de prevenção ao novo coronavírus, a lotação do local está limitada a 60 participantes por vez (a capacidade de público é de 300 pessoas).

“Até o ano passado, o WDC era realizado durante uma semana inteira no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, na Tijuca, com workshops, palestras, showcase, batalhas, rodas de conversa e aulas intensivas. Por conta da pandemia e para atender à demanda do público, a solução foi fazer uma versão compacta, concentrada na Rocinha, comunidade onde o festival foi idealizado”, conta a coreógrafa e dançarina Ana Lúcia Silva, diretora do WDC e nome à frente da Cia Livre de Dança. “O festival tem como objetivo difundir a cultura urbana por meio da troca e conhecimento para inspirar cada vez mais os jovens talentos da dança”, completa Ana Lúcia, sem deixar de enfatizar o compromisso social do WDC e da Cia. Livre de Dança têm em incentivar e fomentar a profissionalização de dançarinos, além de investirem em ações sociais na comunidade da Rocinha, com aulas regulares durante todo o ano, workshops, eventos e colônia de férias.

WORKSHOPS

Os workshops do Esquenta WDC têm a intenção de contribuir na capacitação e no aperfeiçoamento dos dançarinos, levando em conta a relação étnica, cultural e artística do profissional, estimulando também a troca de experiência, conhecimento, técnica e o lúdico. Os profissionais que vão lecionar os workshops são talentos experientes que fazem parte da construção e do crescimento das danças urbanas no Rio de Janeiro.

Entre os coreógrafos confirmados estão Arielle Macedo (jazz funk), bailarina da cantora Anitta há oito anos, coreógrafa de hits como “Show das poderosas”, “Deixa ele sofrer”, “Bang”, “Paradinha” e “Vai, malandra”; Edson Damazzo (jazz funk),coreógrafo das cantoras Ludmilla e Lexa; Makayla Sabino (vogue), dançarina do ballet das cantoras Anitta e Mc Rebecca, que trabalhou também com nomes como Valesca Popozuada, Kevin o Chris, Beni Falcone e Cidinho & Doca; André Oliveira (passinho), referênciano mundo do funk e do passinho, bicampeão da batalha do Festival Rio H2K; Laissy Tavares (hip hop), que atuou como bailarina de estrelas como Kevin o Chris e Maite Perroni (ex-RBD); Bruno Duarte (krump), primeiro krumper brasileiro a chegar numa final internacional em um campeonato do estilo; Thiago Nunes (dança contemporânea), mais conhecido como Lagartixa por sua performance, professor do projeto de extensão ComuniDança, da UFRJ, onde se estuda; Tago Oli (jazz funk), coreógrafo da funkeira Lellezinha, que tem em seu currículo trabalhos com MV Bill, Lorena Simpson e participação na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016; e a dupla Salasar Junior e Gian Saru (Tutting), dupla que vem despontando no estilo.

BATALHAS

As batalhasde danças urbanas do WDC são sempre experiências fervorosas, com embates contagiantes e movimentos inacreditáveis. Ao som do DJ JP Black e com a chamada do Gian Saru, que apresenta os duelos como MC, a banca de júri — formada por Leozinho Laureano, Makayla Sabino e Salasar Junior — tem a responsabilidade de escolher o melhor dançarino de free style e de hip hop. O primeiro colocado de cada categoria leva um prêmio de R$ 500 e o título de melhor dançarino do Esquenta WDC.

ANA LÚCIA SILVA E CIA LIVRE DE DANÇA

Nascida e criada na Rocinha, Ana Lúcia Silva está à frente da Cia Livre de Dança, escola e Ponto de Cultura que criou na comunidade em 1999. Ela desenvolve uma série de produtos sociais com o objetivo de lecionar danças para crianças e jovens da comunidade. Graduada em Licenciatura Plena em Dança pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduada em Psicomotricidade Clínica e Relacional, ela acredita na dança como veículo transformador, e por isso a importância de sempre estudar. Valorizando sempre suas origens, Ana Lúcia Silva tem orgulho de  ter representado a Rocinha em eventos nacionais e internacionais, como também ter sua biografia apresentada em uma exposição para mulheres negras nos Estados Unidos.

Há mais de dez anos se dedica à pesquisa sobre dança Afro Brasileira, tendo participado de diversos eventos e festivais em Buenos Aires, Nova York, Disney e Joinville. Em 2016, foi contemplada com o prêmio Territórios Culturais com o espetáculo “Brasileirices”, que estreou no Quilombo Fazenda Machadinha, em Quissamã, no Norte Fluminense. Seu trabalho afro brasileiro é baseado na Escola de Mercedes Baptista, que foi a primeira bailarina negra a integrar o corpo de baile  do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e que sistematizou a dança negra por meio da técnica, valorizando tanto a dança da senzala quanto a parte acadêmica.

SERVIÇO

“ESQUENTA WDC FESTIVAL DE DANÇAS URBANAS”

Datas: 20 e 21 de fevereiro, das 10h às 20h30.

Local: Quadra da Acadêmicos da Rocinha – Rua Bertha Lutz, 80. Metrô Estação São Conrado | Rocinha.

Ingressos: R$ 80 (passaporte para os dois dias de evento) | R$ 10 (exclusivo para as Batalhas em 21/2, a partir das 15h).

Inscrição para os dançarinos participantes da batalha: R$ 10.

Classificação etária: livre. Capacidade: 60 pessoas.

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