Policial que matou George Floyd recorre de condenação alegando “falhas” no processo

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Derek Chauvin, ex-policial da cidade de Minneapolis foi condenado pelo assassinato de George Floyd em maio de 2020, mas apresentou um recurso esta semana alegando “falhas” durante o processo de julgamento, tentando reverter sua condenação de homicídio.

Derek Chauvin foi condenado a 22 anos de prisão – Foto: Reprodução

De acordo com o advogado William F. Mohrman, algumas questões “mancharam” o caso, como o intenso mediatismo sobre o caso antes do julgamento e os protestos do lado de fora do tribunal no dia do julgamento. Ainda segundo Mohrman, o anúncio de pagamento de U$ 27 milhões à família de Floyd, por parte da cidade de Minneapolis, pode ter interferido no julgamento.

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O advogado alega ainda que houve má conduta dos promotores, que não divulgaram as informações do caso de forma apropriada, além da possibilidade do julgamento ocorrer em outro tribunal ter sido negada, devido à cobertura midiática.

No final de 2021, Chauvin tentou mudar a declaração de inocência apresentada durante o julgamento, de acordo com registros do tribunal divulgados no dia 13 de dezembro. A estratégia da defesa do ex-policial era para que Chauvin não enfrentasse outro julgamento, desta vez por “violação dos direitos constitucionais” de Floyd. 

Em abril de 2021, Derek Chauvin foi condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato de George Floyd, por asfixia. Chauvin, à época, era policial na cidade de Minneapolis e ficou ajoelhado sobre o pescoço de Floyd por mais de 8 minutos. O caso teve repercussão mundial, com protestos em todos os continentes.

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Igor Rocha

Igor Rocha é jornalista, nascido e criado no Cantinho do Céu, com ampla experiência em assessoria de comunicação e escritor nas horas vagas. Editor e coordenador regional do Notícia Preta

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