Número de negros na UFRJ aumentou 71% com as cotas

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Desde 2014, quando que o sistema de cotas foi adotado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o número de alunos que se declaram pretos ou pardos aumentou em 71%.

Em 2013, um ano antes do início do sistema de cotas, a UFRJ tinha 21,3 mil estudantes que se autodeclaravam negros, contra 36,6 mil em 2020, segundo dados obtidos pelo portal G1.

O sistema de cotas, que estabelece reserva de vagas em universidades para estudantes de escolas públicas, pessoas pretas, pardas e indígenas e pessoas com deficiência, é aplicado há pelo menos 7 anos nas instituições de ensino público superior do Rio de Janeiro.

“Na medida em que, em 100 anos, uma universidade criada para e pelas elites implementa uma política pública que consegue modificar substancialmente sua ocupação étnico-racial, já podemos perceber o quanto avançou na pluralidade e representatividade. Mas ainda há um longo caminho a se percorrer”

afirma a coordenadora da Câmara de Políticas Raciais da UFRJ, Denise Góes.

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As cotas têm como objetivo reduzir desigualdades étnicas, sociais e econômicas do país que se refletem no acesso da população ao ensino superior.

Além da UFRJ, o g1 levantou dados da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio), que mostram os resultados da implementação da política ao longo dos anos.

A Uerj foi uma das primeiras universidades do país a adotar o sistema de cotas, ainda em 2013, e nesses 18 anos sob vigência da regra constatou que o percentual de evasão entre os alunos cotistas é de 30,5%, ao passo que entre os não cotistas o número sobe para 44%.

Impressiona também o índice de formados entre os dois grupos, que joga por terra os discursos mais conservadores que afirmar serem esses alunos vindos do sistema de cotas menos preparados. Apenas 30% dos que ingressam na Uerj pelo regime de “concorrência ampla” conseguem se formar ao final do curso, enquanto entre os cotistas eles são 42% do total de alunos.

Fonte: G1

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