Maioria dos brasileiros inscritos no Cadastro Único é mulher, negra e com renda de R$ 285 por mês

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O CadÚnico (Cadástro Único) é um conjunto de informações sobre as famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza. Para amenizar os impactos da pandemia do novo coronavírus, o governo federal anunciou a liberação de um auxílio emergencial no valor de R$ 600 onde quem estiver inscrito no CadÚnico receberá o benefício automaticamente, sem precisar baixar ou se cadastrar no aplicativo da Caixa. A maioria dos inscritos neste sistema é negra, mulher e com renda de R$ 285 por mês, conforme revela um levantamento do pesquisador Guilherme Hirata, da consultoria IDados, publicado nesta sexta-feira (10), pelo jornalista Tiago Rogero, na coluna do Ancelmo Gois, no jornal O Globo.

Em dezembro de 2018, 25 milhões de famílias estavam cadastradas no CadÚnico, mas apenas metade delas recebia Bolsa Família, num total de 68,4 milhões de pessoas — um terço da população do país. 83% das famílias eram chefiadas por mulheres.

Do total, 40 milhões de pessoas tinham mais de 18 anos — a idade mínima exigida agora para receber a renda básica. Desses, a maioria são negros (71,5%) e mulheres (62,6%). A renda familiar, em dezembro de 2018, era de R$ 285 por integrante. Havia nada menos do que 2,6 milhões de famílias com renda zero.

“As informações que identificam as famílias são confidenciais; porém, a cada ano, a Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação(SAGI) divulga um banco de dados com uma amostra representativa das famílias que não incluem os dados pessoais, mas inclui todas as informações socioeconômicas coletadas via autodeclaração”, explicou Hirata ao jornal O Globo.



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