Empresa paga indenização de R$ 20 mil por praticar racismo recreativo ao perguntar se funcionária ‘continua preta’

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A Justiça do Trabalho de São Paulo, condenou uma empresa de comunicação a pagar R$ 20 mil por danos morais por praticar “racismo recreativo” contra uma trabalhadora.

A funcionária, que é publicitária, entrou com um processo contra a empresa (que não teve o nome divulgado pela Justiça do Trabalho) após ser constrangida em uma reunião virtual da equipe. A supervisora começou a conferência com a frase “Estou com vontade de ver todo mundo e em breve irei marcar uma reunião para ver o rosto de todos. Quero ver se fulano cortou o cabelo e se a R* (nome da funcionária) continua preta”.

Dois meses após cobrar providências do dono da empresa, e o assunto não ser tratado em nenhum canal, a publicitária foi demitida.

No processo, ela relatou que a superior hierárquica havia elogiado os cabelos lisos e loiros de clientes, depreciando seu cabelo “da Etiópia”.

racismo recreativo
Dois meses após cobrar providências do dono da empresa a publicitária foi demitida

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A juíza Renata Bonfiglio determinou a pena ao caso de racismo recreativo alegando que a “conduta representa uma política cultural que usa o humor para expressar hostilidade”. A condenação foi proferida em 4 de maio pela 27ª Vara do Trabalho de São Paulo.

Em 13 de maio, as partes entraram em acordo no valor total de R$ 18 mil (sendo R$ 16 mil de danos morais e R$ 2 mil de honorários advocatícios).

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