Livro conta a história de Maurício Tizumba, um dos grandes nomes do teatro negro de MG

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“Maurício Tizumba: caras e caretas de um Teatro Negro performativo” esse é o nome dado a biografia lançada nesta semana por Júlia Tizumba, em homenagem ao pai.

Foi lançado nesta semana o primeiro livro de Júlia Tizumba, baseado na trajetória e vivências de Maurício Tizumba, um dos maiores nomes do teatro negro de Minas Gerais. A inquietude sobre o que era teatro negro foi o que levou Júlia de volta à academia e o que deu origem a sua dissertação de mestrado, no curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O primeiro livro de Julia Tizumba foi escrito em dois anos – Foto: Reprodução/Instagram

Júlia conta que foram dois anos de pesquisa até a conclusão da dissertação. “Pode parecer muito tempo, mas não é. Durante esses dois anos, tantas coisas acontecem na vida da gente. Eu estava com uma bebezinha pequena, que é a minha filha, Yara; eu passei na audição do musical ‘Elza’, minha mãe faleceu… Foram muitas coisas neste tempo, por isso eu também considero que o resultado do trabalho representa meus primeiros passos como escritora, como pesquisadora, como pensadora”, comenta Julia em entrevista ao jornal O Tempo.

Durante live de lançamento do livro, realizada na última terça-feira (08), que contou também com a participação de Tizumba, Júlia conta da experiência de ter escolhido um objeto de pesquisa tão próximo e a importância de fazer o mapeamento do teatro negro e comprovar os vários teatros negros que temos. “O diferencial da performance de Tizumba, está na fronteira borrada entre arte e vida. Ele performa desde criança no congado, no candomblé. Sabe enraizar o pé no chão, tem projeção vocal. Tudo isso ele aprendeu no terreiro, na manifestação“, afirma.

O livro lançado pela Editora Javali conta com 95% das referências bibliográficas de pessoas brasileiras, pretas, e muitos estão vivos. Júlia comenta ainda que pensou sobre isso e ficou se questionando se podia ser mestre tendo em seu livro grande parte de referência brasileira. “Pode, porque tem muita gente sendo mestre de arte cênica sem ler uma linha de teatro negro, sem saber quem é Abdias do Nascimento”, concluí Júlia.

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Fernanda De Souza

Graduada em jornalismo pela Centro Universitário Uni-BH, com 7 anos de experiência com Monitoramento de Notícia (Clipping Eletrônico). Atuação na elaboração de análises quantitativas e qualitativas que atende as necessidades da assessoria de comunicação.Vivência com produção e reportagem para revista, na área cultural.

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