Governo Bolsonaro mantém pagamentos a faculdades suspeitas em fraudes no Fies

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Fonte: Folha de São Paulo / UOL

Em novembro do ano passado, funcionários do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) descobriram que ao menos um servidor do órgão alterava os cadastros do Fies para liberar pagamentos irregulares. O esquema de fraude no Fies pode chegar a R$ 1 bilhão. Até hoje o governo Jair Bolsonaro (sem partido) não alterou o sistema e, além disso, as instituições flagradas pelo próprio governo continuaram a receber recursos do programa.

Foram identificadas irregularidades em 22 mantenedoras, que controlam 34 instituições de ensino. Essas operações somavam, em novembro passado, R$ 5,4 milhões, e foram canceladas.

Para autorizar os repasses universidades que não tinham certidões negativas de débitos de impostos, liminares aleatórias ou vencidas eram incluídas no sistema. Mas a manobra ilegal enganava o sistema ao cadastrar documentos inválidos.

aluno preto estudante para o enem - pretos no enem- foto: reprodução

Dessa forma, grupos educacionais receberam de forma irregular recursos por meio das recompras de títulos do Tesouro, usados para a remuneração no programa. No Fies, o aluno contrai o financiamento e o governo paga as mensalidades em instituições particulares. O FNDE é ligado ao MEC (Ministério da Educação).

As irregularidades aconteceram durante o governo Bolsonaro, mas há suspeitas de que o esquema exista desde 2014. As investigações apontam para participação de advogados na intermediação, com pagamento de percentuais aos envolvidos. A União gastou, de 2014 ao ano passado, R$ 60 bilhões com recompras de títulos no Fies.

As intervenções criminosas identificadas eram operadas pelo agora ex-servidor do FNDE Flavio Carlos Pereira. No órgão desde 2012, Pereira era uma referência sobre o Fies tanto dentro da autarquia quanto para as empresas do setor –ele foi exonerado no fim de novembro.

Nota 1000 no Enem

Savicevic Ortega, 20 anos, que mora em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco está entre as 28 pessoas, de acordo com o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) órgão responsável pelo exame, que tiraram na redação a nota mil, sendo a pontuação máxima da etapa da prova. O resultado do exame foi publicado em 29 de março, e a aplicação obteve mudanças de datas e novos modos de realizar a prova, o ENEM foi aplicado nos dias 17 e 24 de janeiro para o método escrito, e as provas digitais em 31 de janeiro e 07 de fevereiro, ambas presenciais.

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