Família de Moïse afirma ter sido intimidada por PMs

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Familiares do jovem congolês Moïse Kabagambe, morto a pauladas em um quiosque na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, dizem que foram intimidados por dois policiais militares quando buscavam mais detalhes sobre o crime.

As intimidações teriam acontecido três vezes, dias depois do assassinato do rapaz, quando o caso ainda não tinha se tornado público. Em entrevista à “Folha de S. Paulo” os parentes da vítima disseram ter ido até o quiosque para saber o que havia acontecido com Moïse. Os PMs, segundo a família, interferiram nas perguntas.

“O policial fardado com arma, pedindo seu documento com aquele tom de voz, daquele jeito da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Eu sou negro, já passei por batida policial quando estava com uniforme de serviço indo trabalhar, aí você não está uniformizado, começam a te perguntar… quem não fica intimidado?”

afirmou um tio do congolês à “Folha”.

A Polícia Militar afirmou à “Folha” que “todas as questões pertinentes ao caso estão sendo investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital”.

Parentes do congolês relataram à ‘Folha de S.Paulo’ que dois policiais interferiram quando foram ao quiosque conversar com funcionários

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Agressores: “consciência tranquila” ; “extravasar a raiva”

Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, de 21 anos, é o homem que nas imagens de uma câmera de segurança aparece derrubando e imobilizando Moïse por vários minutos. Em depoimento à polícia, Brendon disse que, mesmo tendo participado da ação, está com a “consciência tranquila”.

Além de Brendon, estão presos temporariamente pelo crime Fábio Pirineus e Aleson Cristiano.

À polícia, Brendon relatou que trabalha há cinco meses na Barra do Juninho, na Praia da Barra, que segundo ele é do cabo da Polícia Militar Alauir Faria. 

Fábio Pirineus, Aleson Cristiano e Brendon Silva negaram em seus depoimentos à polícia que a intenção deles fosse matar. Aleson, o agressor que golpeou o imigrante com um bastão, disse que as agressões foram para “extravasar a raiva” que estava sentindo porque, segundo ele, o congolês estava “perturbando há alguns dias”.

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