Dois em cada cinco clientes da Sephora nos EUA já sofreram racismo e empresa decide lançar plano de combate ao preconceito

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A empresa francesa de beleza Sephora que pertence ao grupo LVMH, encomendou um estudo sobre os efeitos do preconceito racial no mundo da moda. Intitulada The Racial Bias in Retail Study (O Preconceito Racial no Estudo do Varejo) e realizada em 2019 e 2020, a pesquisa foi realizada tanto com entrevistas online quanto pessoalmente com os clientes e funcionários das lojas Sephora dos EUA.

No relatório apresentado pela marca eles destacam que dois em cada cinco clientes das lojas dos EUA indicam que foram vítimas de tratamento injusto por causa da sua cor de pele. Além disso, três em cada quatro clientes acreditam que o marketing não mostra a diversidade de produtos para tons de pele, corpos, idades ou até mesmo tipos de cabelo. Por fim, alguns clientes limitam o seu tempo na loja para evitarem interações preconceituosas por parte dos funcionários.

Um em cada cinco funcionários da marca nos EUA acredita ter sido vítima de preconceito por parte de um colega ou cliente, devido a cor de sua pele.

Após este estudo, a Sephora anunciou que até ao final de 2021 dobrará a oferta de marcas fundadas e administradas por líderes afrodescendentes. Atualmente, a Sephora conta com oito marcas lideradas por afrodescendentes, o que representa 3% da oferta total. A marca também destacará as suas chancelas através de um guia dedicado ao e-commerce norte-americano. Além disso, vai lançar um programa de incubação de marcas de seis meses inteiramente dedicado aos fundadores do BIPOC, sigla em inglês que significa Black, Indigenous and People of Colour (ou seja, negros, indígenas e pessoas de cor). Os nomes dos participantes do primeiro programa, que terá oito marcas, serão divulgados nos próximos meses.

Como parte de um novo protocolo para garantir o tratamento igual para todos os clientes, a Sephora reduzirá a presença de seguranças de empresas tercerizadas nas suas 500 lojas dos EUA, substituindo-os por funcionários internos que passarão por treinamento.

Fonte: FashionNetwork.com

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e com especialização em audiovisual pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, assessora de imprensa e idealizadora do portal Notícia Preta, um site de jornalismo colaborativo. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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