Disney corta cena racista da animação do desenho “Dumbo” em plataforma de streaming

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Lançado na década de 1940 o desenho Dumbo será relançado, assim como outros desenhos clássicos infantis, em uma plataforma de streaming, chamada ‘Disney+’, totalmente voltada para as próprias produções da Disney.

Corvos do desenho animado ‘Dumbo’

No desenho Dumbo a Disney vai excluir uma cena racista onde o elefantinho orelhudo se encontra com um grupo de corvos. Um desses corvos é chamado de ‘Jim Crown’. Este nome é na verdade uma expressão racista que originou-se da canção “Jump Jim Crow”, cantada e dançada por um ator norte americano, com maquiagem blackface, caricaturando os negros. A cena deste ator se popularizou e “Jim Crow” tornou-se, em 1838, uma forma pejorativa de se referir aos negros.

No fim do século XIX, quando as legislaturas sulistas aprovaram leis de segregação racial, voltadas contra os negros, essas leis ficaram conhecidas como ‘Leis Jim Crow’ que vigoraram entre 1876 e 1965. As leis exigiam, por exemplo, que as escolas públicas e a maioria dos locais públicos (incluindo trens e ônibus) tivessem instalações separadas para brancos e negros.

No filme Dumbo, que acaba de ser lançado nos cinemas, a cena também ficou de fora.

Cena de ‘A Canção do Sul’ – 1946

A Disney também optou por não incluir em sua plataforma streaming o filme “A Canção do Sul”. Mistura de animação e live-action, o longa-metragem racista foi lançado originalmente em 1946.

“A Canção do Sul” foi criticado por seu retrato de escravos libertados após a Guerra Civil, encarnados neste caso no personagem Uncle Remus (James Baskett), como figuras pacificamente submissas aos donos de plantação. Graças à polêmica, o filme nunca foi lançado em vídeo nos EUA.

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