Dia Internacional para Reflexão do Genocídio de 1994 em Ruanda

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Cerca de um milhão de pessoas foram mortas no massacre (Foto: Corinne Dufka/AFP)

Hoje, dia 7 de abril, faz 27 anos do genocídio de Ruanda. Nesta data, em 1994, começava o massacre em que quase 1 milhão de pessoas foram assassinadas em menos de três meses. As Nações Unidas criaram o Dia Internacional para Reflexão do Genocídio de Ruanda graças à Resolução 58/234 em dezembro de 2003 para homenagear os que morreram e refletir sobre o sofrimento e a resiliência dos sobreviventes. O massacre foi desencadeado pelo grupo étnico que compunha a elite política do país, os hutus, que massacraram os tutsis.

Anos depois do genocídio, a própria ONU reconheceu sua implicação antes e durante o processo, e Kofi Annan, Secretario Geral à época, disse, após o resultado do inquérito independente solicitado pela própria organização que revelou uma ONU tímida, desorganizada e mal instruída: “Em nome das Nações Unidas, eu reconheço essas falhas e expresso meu profundo pesar”.

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Ruanda é um país do continente africano um pouco maior que o estado de Alagoas, com mais de 12 milhões de habitantes. Foi colônia alemã e belga na primeira metade do século XX, tendo sua independência declarada apenas em 1962. Em seu discurso deste ano na ONU, o atual Secretário Geral, Antonio Guterres, afirmou que “Ruanda viveu um dos capítulos mais dolorosos da história humana moderna, mas seu povo reconstruiu a partir das cinzas. Depois de sofrer violência e discriminação indescritíveis de gênero, as mulheres de Ruanda agora detêm mais de 60 por cento dos assentos parlamentares – fazendo de Ruanda um líder mundial. O povo de Ruanda nos mostrou o poder da justiça e da reconciliação e a possibilidade de progresso. Neste dia solene, comprometemo-nos todos a construir um mundo pautado pelos direitos humanos e pela dignidade para todos.”

O Secretário aponta ainda que devemos construir uma agenda comum que renove ações coletivas, defendendo os direitos humanos e pressionando por politicas que respeitem todos os membros da sociedade.

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