Diferente do anunciado, Carrefour e MP não fecham acordo sobre caso Beto Freitas

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A rede de supermercados Carrefour não fechou o acordo de R$120 milhões com o Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul e outras instituições estaduais. O valor seria pago para evitar possíveis ações contra o Carrefour pelo assissanato de João Alberto Freitas, Beto Freitas, em uma de suas unidades, em novembro de 2020, véspera do Dia da Consciência Negra.

O Termo de Ajuste de Conduta (TAC), modelo de acordo divulgado em trâmite pelo Carrefour e Ministério Público (MP), é bastante utilizado nos processos entre a justiça pública e grandes empresas. O TAC no valor de R$120 milhões que seria pago no decorrer dos anos, revelado ao público pela empresa na última quarta-feira (9), não foi aceito no dia seguinte pelo MP e o motivo ainda não foi divulgado.

Em maio de 2020 o Carrefour finalizou os acordos com a família de João Alberto, assassinado devido pancadas e asfixia por Giovane Gaspar da Silva e Magno Braz Borges, seguranças da empresa. A esposa de Beto Freitas, Milena Alves, foi a última familiar a fechar negociação com rede de supermercados para não dar continuidade no processo contra eles.

Após a morte de Beto, o Carrefour realizou uma série ações de combate ao racismo, como contratação apenas de jovens negros e abriu fundo de auxílio destinado a empresas criadas por pessoas negras. Por meio de nota, o Carrefour informou que segue à disposição das autoridades e entidades para conversar, e se mantém “engajado na luta antirracista, com o objetivo de continuar implementando ações de combate ao racismo e promoção da equidade no Brasil”.

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