Ataque em Igreja Católica na Nigéria deixa ao menos 50 mortos

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Um ataque à Igreja Católica de São Francisco, na cidade de Owo, no estado de Ondo, no sudoeste da Nigéria, deixou ao menos 50 pessoas mortas, de acordo com relato de um médico local à Agência AFP. O crime aconteceu no último domingo (5), entre as vítimas também estão mulheres e crianças, e ainda não se sabe quem foram os responsáveis pelo atentado ou suas motivações.

Acontecimentos como este não são comuns na região sudoeste da Nigéria. O Presidente do país, Muhammadu Buhari, definiu o ocorrido como um ato hediondo. Já o porta-voz da polícia na região de Ondo, Ibukun Odunlami, disse em entrevista à Agência France-Presse que “ainda é cedo para dizer quantas pessoas morreram, mas muitos fiéis perderam suas vidas e outros ficaram feridos”. De acordo com moradores, também tiveram explosões de bombas.

Segundo o mensageiro da igreja no país, reverendo Augustine Ikwu, o bispo e os padres da paróquia sobreviveram ilesos ao ataque que aconteceu durante a Santa Missa. “É tão triste que, enquanto a Santa Missa estava acontecendo, homens armados desconhecidos atacaram a Igreja Católica de São Francisco, deixando muitos mortos e muitos outros feridos e a Igreja violada”, contou ele sobre o ataque a Igreja Católica na Nigéria.

O país africano passa por insurgência jihadista e sequestros em massa desde 2009. O rapto de pessoas, que foram liderados inicialmente pelo grupo Boko Haram, se tornou algo comum na Nigéria e de acordo com um estudo da SBM Intelligence, o pagamento de resgates entre junho de 2011 e março de 2020, gerados por sequestros, movimentaram pelo menos US$ 18,34 milhões, sendo cerca de R$ 87,9 milhões.

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Os grupos Iswap (Islamic State’s West Africa Province – Estado Islâmico na África Ocidental) e Boko Haram, juntos foram responsáveis por assassinarem 40 mil pessoas somente na última década. Desde o ano passado, o Iswap controla a maior parte da região do Lago Chade depois que o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, morreu. A Força Aérea da Nigéria realizou em abril uma operação na fronteira com Níger, ao norte do Chade, o órgão militar afirmou ter matado ou deixado gravemente feridos cerca de 70 terroristas do Iswap.

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