Após ser vítima de racismo motoboy ganha moto e vaquinha de R$150 mil

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Motoboy Matheus Pires ganhou uma moto : Reprodução Instagram

Na última quinta-feira (06) um vídeo que mostra o motoboy Matheus Pires sendo vítima de racismo em Valinhos, no interior de São Paulo, viralizou na internet. As imagens que mostram o rapaz sendo hostilizado por um homem branco enquanto realizava uma entrega em um condomínio, repercutiram e o motoboy ganhou apoio de internautas e famosos.

O apresentador Luciano Huck e o humorista Matheus Ceará, que presenteou o entregador com uma moto zero quilômetro, apoiaram publicamente o motoboy: “Isso mudou completamente a minha vida”, declarou Matheus Pires em uma rede social. “Eu estou dando a moto para o moleque trabalhar e o Luciano Huck tem que dar a moto para ele de passeio”, disse o humorista Matheus Ceará.

Para ajudar o motoboy, o grupo ‘Razões para Acreditar’ criou uma vaquinha que arrecadou, até a noite deste domingo (09), R$ 150 mil reais. O jovem também ganhou mais de 1,6 milhão de seguidores do Instagram.

Relembre o caso

Em 31 de julho, o motoboy Matheus Pires foi hostilizado pelo contabilista Mateus Abreu Almeida Prado, um homem branco, em Valinhos, entretanto, o vídeo com as ofensas racistas e classistas passou a circular nas redes sociais na última quinta-feira (06).

“Você trabalha de motoboy! Quanto você tira por mês? R$ 2 mil, R$ 3 mil? Você não tem onde morar, moleque”, disse o morador do condomínio para o entregador.

O pai do contabilista Mateus Abreu Almeida Prado Couto, que proferiu as ofensas, racistas e classistas contra o motoboy, teria apresentado, segundo o boletim de ocorrência, um documento que atesta que o filho sofre de esquizofrenia.

“Constou-se no boletim de ocorrência que o pai teria exibido esse documento. Nós solicitaremos assim que houver a representação por parte da vítima, aí a gente vai checar ou não. Se constatar que ele [Mateus Couto] não tem condição de saber exatamente o que está fazendo, há uma medida de segurança, não seria a prisão. Mas isso a gente vai verificar assim que a vítima represente”, disse o delegado Luís Henrique Apocalypse Jóia, da Polícia Civil de São Paulo, em entrevista coletiva. Segundo ele, a pena máxima é de até três anos. O boletim de ocorrência foi registrado como injúria racial.

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