Aplicativo “Afroempreendedor” auxilia negros e negras na gestão de seus negócios

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Aplicativo Afroempreendedor

Mais da metade (51%) das micro e pequenas empresas brasileiras são comandadas por afroempreendedores, de acordo com dados do Sebrae e Pnad. Os negros, entretanto, ainda são os que têm o menor rendimento mensal, recebendo em média R$ 1.370, enquanto os não negros recebem R$ 2.745.

Para auxiliar os negros e negras que desejam empreender o consultor em gestão de negócios e especialista em tecnologia e marketing digital, Diego Reis, criou o aplicativo “Afroempreendedor”, que funciona como um consultor de negócios. Através da interação com o usuário o programa faz uma análise do negócio e sugere uma série de conteúdos para resolver os problemas identificados auxiliando o empreendedor em sua capacitação e na gestão do negócio. “O empreendedor ainda tem a opção de acionar o módulo de atendimento humanizado por um preço mais acessível do que uma consultoria tradicional. Seremos a maior plataforma colaborativa de suporte educacional, financeiro e de consumo para afroempreendedores, com foco principal nos micros negócios, criando assim o maior ecossistema de afroempreendedorismo do mundo”, explica Diego Reis.

Empreender não é algo simples. 22,8% dos negócios no Brasil não sobrevivem ao primeiro ano de funcionamento, enquanto 52,5% quebraram antes de completar cinco anos, segundo dados da Demografia das Empresas, divulgada em 2015 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diego Reis: Afroempreendedor, consultor em gestão de negócios e especialista em tecnologia e marketing digital

Segundo Diego, que é empreendedor desde os 14 anos, algumas dessas falências pode ter relação com a falta de conhecimento em gestão de empresas : “Atualmente somos mais de 11 milhões de afroempreendedores e segundo o BID em 2017 movimentamos mais de 1 trilhão de reais, contudo a taxa de falências no segmento ainda é altíssima, tendo como um dos principais fatores a falta de conhecimento em gestão de empresas. A falta de conhecimento em relação a gestão financeira, junto com a não separação das finanças pessoais das finanças da empresa são extremamente prejudiciais para os afroempreendedores. E quando os mesmos o fazem e conseguem sucesso neste quesito, fracassam ao tentar conseguir crédito para capital de giro, aprimoramento de produtos/serviços ou para ampliação do negócio”, explica.

O empreendedorismo pode ser um caminho próspero para alguns, mas não para todos: “Empreender não está relacionado a sua atividade e sim a sua mentalidade, até mesmo dentro do funcionalismo público é possível empreender. Nem todo mundo que é empresário é empreendedor e nem todo empreendedor é empresário (risos)”.

O aplicativo “afroempreendedor’ está disponivel paraos Android e Apple. A plataforma auxilia no mapeamento dos pontos positivos e negativos do negócio possibilitando traçar estratégias eficazes de melhorias. Também serve como base de conhecimentos com conteúdo prático voltado para solucionar problemas identificados nos negócios além de permitir o acesso a rede de fornecedores e parceiros e incluir a empresa no mapa de afronegócios do mundo.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, fundadora e CEO do portal Notícia Preta e podcaster do Canal Futura. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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