Aluno é chamado de “macaco, gorila e viadinho” por funcionária de escola particular

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A Polícia Civil do Pará investiga uma denúncia de racismo em uma escola particular na cidade de Belém (PA). Segundo a corporação, na última segunda feira (25), um aluno de 16 anos fez uma acusação contra uma funcionária do Colégio Disneylândia, no conjunto Maguari.

O fato teria acontecido no dia 21 de novembro e, de acordo com o primo do adolescente, Diogo Ferreira Machado (26), Dora Célia, conhecida como dona Zuca, entrou na sala de aula e começou a fazer insinuações. “Dizia estar satisfeita que um aluno não estaria mais na escola [no ano seguinte]. Ele começou a rebater, perguntando se era dele que ela está a falando. Aí chamou de macaco, gorila e viadinho”, afirmou. 

Fachada da escola onde o aluno sofreu racismo – Foto: Google Street View

Violência física

Diogo informou também que o primo recolheu suas coisas para sair da sala, mas dona Zuca não deixou. “Ela não deixou ele sair e deu um tapa na cabeça dele. Puxou a gola da camisa dele e chegou a puxar o cabelo como ele disse. Ela alegou que como ele tava em sala de aula, não podia ir embora. Ainda bem que ele não reagiu. Sei que é difícil ficar calado, se conter, até pela idade dela [mais de 70 anos]”, afirmou. 

Segundo Dagmar Valente, assessora pedagógica do colégio, a idosa foi afastada dos trabalhos e a escola está dando suporte ao jovem.

Reincidência

Alunos, ex-alunos e pais relatam que não é o primeiro caso de injúria racial que dona Zuca é denunciada. Em entrevista à Folha, Izabel Estumano, mãe de uma ex-aluna do colégio, disse que ela é reincidente nos atos de violência e preconceituosos. “Quando minha filha estudou ali, ela foi chamada de ‘neguinha gorda’ e ‘baleia preta’ pela senhora”, afirmou.

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Igor Rocha

Igor Rocha é jornalista, nascido e criado no Cantinho do Céu, com ampla experiência em assessoria de comunicação e escritor nas horas vagas. Editor e coordenador regional do Notícia Preta

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