Ações do Carrefour Brasil caem mais de 5% nesta segunda-feira

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O mercado reagiu nesta segunda-feira (23) à repercussão da morte de João Alberto de Freitas, espancado até a morte por dois seguranças brancos no supermercado em Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra. Beto foi enterrado no último sábado (21).

Após uma sexta-feira em que fecharam em leve alta, as ações do Carrefour foi expressiva, chegando a cerca de 7,06%, destoando do dia de alta do Ibovespa.

No mesmo dia em que Beto foi enterrado, o Carrefour Brasil informou que as vendas do dia 20 de novembro das lojas Carrefour Hipermercados serão doadas para entidades ligadas à causas antirracistas.

O presidente do Grupo Carrefour no Brasil, Noel Prioux, declarou em horário nobre da TV que: “O que aconteceu na loja do Carrefour foi uma tragédia de dimensões incalculáveis, cuja extensão está além da minha compreensão como homem branco e privilegiado que sou. Então, antes de tudo, meus sentimentos à família de João Alberto e meu pedido de desculpas aos nossos clientes, à sociedade e aos nossos colaboradores”. Na sexta, ele havia afirmado no Twitter que haveria uma “revisão completa no treinamento” oferecido pela rede.

O MPF (Ministério Público Federal) defendeu, na ultima sexta-feira (20), que o Carrefour adote medidas de compliance em toda a rede para combate ao racismo, e que a família de João Alberto Freitas seja indenizada.

Funcionárias se contradizem em depoimento

Duas funcionárias do Carrefour deram depoimentos contraditórios à polícia na investigação sobre a morte de João Alberto. Uma fiscal, à qual Beto teria acenado enquanto ainda estava no caixa com a esposa, disse à polícia, na condição de testemunha, que nunca o tinha visto e que não entendeu por que ele estava agindo daquela maneira.

Já Adriana Alves Dutra, a agente de fiscalização que aparece no vídeo pedindo que as imagens não fossem gravadas e que é considerada investigada pela polícia, disse que a colega relatou para ela que Beto teria tido atrito com outros funcionários em outras ocasiões.

Aa informações foram divulgadas pelo portal UOL, que teve acesso ao depoimento.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e com especialização em audiovisual pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, assessora de imprensa e idealizadora do portal Notícia Preta, um site de jornalismo colaborativo. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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