Um mês sem respostas sobre os três meninos desaparecidos em Belford Roxo

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Trinta dias se passaram e até hoje não há respostas, sequer pistas, que levem ao paradeiro dos primos Alexandre da Silva, de 10 anos, e Lucas Matheus, de 8 anos, e o colega Fernando Henrique, de 11 anos. As crianças desapareceram em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, no dia 27 de dezembro de 2019, após saírem de casa para jogar bola num campinho no condomínio onde moram e nunca mais foram vistos.

Ontem, terça-feira (26), as mães das crianças e a dona de casa Silvia Regina, de 58 anos — avó de dois dos três desaparecidos — manifestaram de forma silenciosa. Segurando os brinquedos com que os três meninos mais gostavam de passar o tempo, uma pipa com um rolo de linha e uma bola, elas pediram notícias das crianças e esperam que a polícia descubra o que aconteceu com os meninos. A dor dos familiares, que até notícias falsas e ameaça de extorsão já receberam, é cada dia maior.

Está sendo muito difícil. A hora de dormir é a pior. O Lucas dormia com uma irmã de 7 anos no quarto, e todo dia, às 6h, ele acordava para ir deitar ao meu lado, no outro quarto. Agora, quando acordo não vejo mais meu filho lá. A irmã, de 4, não para de perguntar por ele. Só queremos uma notícia. Não queremos que o caso seja esquecido“, disse Camila Silva, mãe de Lucas, acrescentando que tem esperanças de reencontrar o filho com vida.

As mães dos meninos desaparecidos com os brinquedos que os garotos costumavam usar. A avó de dois deles segura a foto das crianças Foto: Marcos Nunes/Agência O Globo

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e a Ordem dos Advogados do Brasil aguardam o resultado do exame de DNA feito em uma camisa encontrada com sangue na própria comunidade em que eles moravam. A Polícia colheu material genético das mães dos três desaparecidos.

Desde o desaparecimento, nenhuma das câmeras analisadas continha imagens da movimentação das crianças em Belford Roxo ou mesmo outros pontos da Baixada Fluminense e da Capital.

O delegado titular da DHBF, Uriel Alcântara, disse que, diante da falta de informações sobre o paradeiro dos meninos, a investigação sobre a possível participação do tráfico ganhou força.

Há uma linha que investiga se os meninos teriam sido mortos após um deles ter roubado uma gaiola de passarinho de um parente de um dos traficantes do Castelar, onde moram.

Um homem chegou a ser levado como suspeito do crime por moradores da região. Segundo a Polícia Civil, ele foi torturado por traficantes e obrigado a confessar.

No dia, houve protestos e até um ônibus queimado na Avenida Retiro da Imprensa, próxima à comunidade do Castelar. A partir daí a DHBF voltou seus olhares para a atuação do tráfico.

Fonte: G1

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