Inep muda gabarito de questão do Enem após acusação de racismo

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Após os candidatos do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2020 apontarem racismo na resposta oficial de uma questão de inglês, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) alterou nesta quinta-feira (28) o gabarito.

A questão faz parte da prova de linguagens, aplicada no primeiro dia do exame, e apresenta uma passagem do livro “Americanah”, da autora Chimamanda Ngozi Adichie, que traz o diálogo de uma cabeleireira com uma cliente —as duas são negras. Na conversa, a cliente diz que não quer alisar os cabelos porque gosta deles “do jeito que Deus os fez”.

É questionado quais argumentos sustentam o posicionamento da mulher. Segundo o gabarito divulgado inicialmente pelo Inep, a resposta correta seria a letra D, que relaciona a atitude da personagem a uma “postura de imaturidade”.

O gabarito corrigido indica que a resposta correta é a alternativa C, que diz que o comportamento da mulher revela “uma atitude de resistência”.

Em nota o Inep informou que: “A autarquia verificou que uma modificação feita no gabarito após o retorno das provas para o Inep não foi salva no banco de dados. Em função disso, a área técnica providenciou uma revisão no material e o instituto já disponibilizou as versões corrigidas no seu portal“, disse em nota.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e com especialização em audiovisual pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, assessora de imprensa e idealizadora do portal Notícia Preta, um site de jornalismo colaborativo. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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