Símbolo nacional, estátua de ex-presidente americano será removida por retratar “povos racialmente inferiores”

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Seguindo a onda mundial, agora chegou a vez da estátua do ex-presidente Theodore Roosevelt, localizada em frente ao Museu de História Natural de Nova York, nos Estados Unidos, ser removida. As informações foram dadas por meio de um comunicado emitido pelo gabinete do prefeito da cidade, Bill de Blasio, no último domingo (21).

O pedido de remoção partiu da própria administração do museu. A estátua traz Roosevelt, 26° presidente dos EUA, montado a cavalo com um nativo americano de um lado e um homem negro do outro – retratando o colonialismo e a descriminação. O anúncio da remoção é parte de uma problemática nacional de como lidar com monumentos que homenageiam os confederados, pessoas contrárias à abolição da escravidão durante a Guerra de Secessão.

Ainda não há data para a remoção da estátua (Foto: Getty Images)

“O Museu de História Natural de Nova York pediu para que a estátua de Theodore Roosevelt seja removida porque explicita um retrato de negros e indígenas como povos subjugados e racialmente inferiores. A cidade apoia o pedido do museu. É a decisão certa e o momento certo para remover essa estátua problemática”, afirmou o prefeito, em entrevista à CNN americana.

Ainda não há data para remover o monumento, erguido em 1940.

O legado de Theodore Roosevelt

Críticos e historiadores abordam a visão de Roosevelt acerca do tema raça – e o consenso é que trata-se de um legado controverso. Apesar de ter sido o primeiro presidente americano a convidar um negro para jantar na Casa Branca, ele era um defensor da supremacia branca, da cultura ocidental e apoiador de movimentos eugenistas – assim como o próprio Museu de História Natural de Nova York, entre os anos 1920 e 1930, quando foi palco de duas conferências internacionais sobre eugenia.

“Quando você lê alguns dos escritos dele (Roosevelt), você se envergonha, porque há um sentimento muito forte de supremacia branca. Isso é um retrato de um sentimento que pessoas de tribos africanas não são tão evoluídas na escala de Darwin”, descreve Douglas Brinkley, professor de história na Rice University, no Texas.

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